Os Estados Unidos aumentaram a pressão militar sobre o Irã nas últimas semanas, elevando tensões que podem impactar o dólar, os preços do petróleo e o mercado financeiro global. A resposta americana inclui o envio de um porta-aviões e caças à região do Golfo Pérsico, sinalizando uma possível intervenção militar, segundo especialistas do mercado financeiro consultados pelo g1.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tem intensificado ameaças ao Irã e fortalecido a presença militar na região, com o objetivo de forçar o país a aceitar um acordo que limite seu programa nuclear e de mísseis. Em troca, ofereceriam alívio das sanções econômicas e maior abertura ao comércio. O Irã, por sua vez, prometeu uma resposta “feroz” a qualquer ataque americano.
Embora um conflito duradouro não seja considerado o cenário mais provável pelos especialistas, a possibilidade de intervenção militar ainda não está descartada. O movimento já provoca reações nos mercados financeiros, que avaliam os possíveis efeitos.
O dólar pode se fortalecer nesse contexto, devido à busca dos investidores por ativos considerados mais seguros em momentos de instabilidade geopolítica. A moeda americana é amplamente negociada e facilita essa migração de investimentos, que saem de aplicações mais arriscadas, como ações, para o dólar. Essa movimentação, chamada de “flight to quality” (voo para a qualidade), é comum em períodos de tensão.
Além disso, o risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem por onde circula cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, pode pressionar ainda mais o dólar. Embora os EUA mantenham forças militares para proteger o tráfego na região, a ameaça ainda persiste.
O mercado de petróleo também pode sofrer impactos significativos. O Irã é um dos maiores produtores globais e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Conflitos entre produtores geralmente elevam a percepção de risco para a produção e distribuição de petróleo.
Especialistas apontam que um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz pode elevar o preço do barril para cerca de US$ 80, acima dos atuais US$ 70. O aumento no preço do petróleo pode influenciar a inflação global e pressionar as taxas de juros, dependendo da duração e intensidade do conflito, assim como do impacto nas cadeias produtivas.
Por outro lado, analistas observam que o Irã já enfrenta sanções severas, o que pode limitar o impacto econômico do conflito em comparação a guerras recentes, como a da Rússia contra a Ucrânia.
No mercado de ações, a tensão e o aumento da aversão ao risco podem levar a quedas nas bolsas globais. Investidores tendem a reduzir exposição a ativos considerados arriscados, como ações e investimentos em países emergentes, especialmente diante da perspectiva de alta do dólar, dos juros e do petróleo.
No médio e longo prazo, o mercado vai monitorar a duração e a extensão do conflito, bem como possíveis retaliações na região, como ataques a instalações de energia e refinarias. Esses fatores podem provocar oscilações intensas e alterar projeções de lucros em setores específicos, principalmente petróleo e gás.
Em resumo, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã gera movimentações nos mercados financeiros globais, com valorização do dólar, alta nos preços do petróleo e potencial queda nas bolsas, refletindo o aumento da percepção de risco no cenário internacional. A evolução do quadro dependerá das ações concretas dos governos e da resposta militar esperada na região do Golfo Pérsico.
—
Palavras-chave para SEO: tensão EUA Irã, dólar, preços do petróleo, mercado financeiro, Estreito de Ormuz, conflito geopolítico, sanções econômicas, investimentos, bolsas de valores, guerra no Oriente Médio.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com

