Economia

As exportações brasileiras de suco de laranja para a União

As exportações brasileiras de suco de laranja para a União
  • Publishedfevereiro 25, 2026

As exportações brasileiras de suco de laranja para a União Europeia aumentaram em janeiro de 2026, ao final da safra 2025/26, impulsionadas pela recuperação da demanda no bloco europeu, principal destino do produto. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) da USP em Piracicaba (SP), os embarques ao mercado europeu atingiram 50,3 mil toneladas, 55% acima do volume registrado em janeiro de 2025.

A safra de suco de laranja, iniciada em julho de 2025, apresentou no acumulado uma queda de 4,6% nos embarques totais, somando 495 mil toneladas, abaixo do volume da temporada anterior. O avanço nas vendas para a União Europeia, contudo, reacende expectativas no setor exportador nacional.

No mercado interno, as indústrias brasileiras mostram redução na compra de laranja in natura, com o processamento concentrado nos últimos contratos da safra e na fruta própria. Segundo o Cepea, o pagamento a prazo aos produtores teve ligeira queda nos preços a partir da segunda quinzena de janeiro.

Chuvas intensas que atingiram o interior paulista no final de janeiro, como os 55 mm em Limeira (SP) e 65 mm em Piracicaba (SP) em poucas horas, podem impactar a qualidade da fruta destinada à indústria. O excesso de umidade afeta o mercado spot da laranja, no qual os pagamentos são à vista e para entrega imediata, levando a menor volume de negócios nesse segmento.

A laranja-pera in natura, por exemplo, teve redução no preço da caixa de 40 quilos, que passou de R$ 43 no dia 12 para R$ 41 em 30 de janeiro. A produtividade e o padrão das frutas podem ser afetados pelas condições climáticas, o que repercute nas negociações e na oferta.

Paralelamente, a citricultura brasileira enfrenta desafios pela praga conhecida como greening, considerada a mais destrutiva para as plantações. O combate à doença motivou a criação do Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA Citros), inaugurado em janeiro de 2026 na Esalq-USP. O projeto envolve 19 instituições de sete países, com aporte de R$ 90 milhões para cinco anos de pesquisa e transferência tecnológica.

A bactéria que causa o greening é transmitida pela cigarrinha Diaphorina citri, e seus sintomas incluem amarelecimento das folhas e secagem das flores. O problema, presente no Brasil desde 2004, concentra incidência maior na região de Limeira, que registrou aumento da doença de 73,87% para 79,38% entre 2023 e 2024.

O aumento da praga, somado às condições climáticas adversas e à oscilação dos preços, cria um cenário de incertezas para a citricultura no estado de São Paulo e regiões produtoras adjacentes. O impacto no custo da fruta reflete-se também no mercado do suco, exigindo monitoramento contínuo do setor.

Em resumo, a balança comercial do suco de laranja brasileiro apresenta sinais de recuperação no final da safra 2025/26, especialmente devido à União Europeia. No entanto, fatores climáticos e fitossanitários apontam para desafios futuros à produção e comercialização da citricultura nacional.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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