A Suprema Corte dos Estados Unidos anulou as

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A Suprema Corte dos Estados Unidos anulou as tarifas abrangentes impostas pelo governo Trump sobre produtos chineses, gerando novas incertezas nas relações comerciais entre os dois países. A decisão foi divulgada na sexta-feira e ocorre em meio a esforços para manter uma frágil trégua comercial antes da visita de Trump a Pequim, programada para o final de março.

O tribunal julgou que as tarifas não foram impostas com base nas autoridades legais adequadas, o que enfraquece a posição dos EUA nas negociações. A China, embora favorecida pela decisão, deve agir com cautela para não comprometer a estabilidade na relação bilateral, segundo analistas.

Após a derrota, o presidente Trump anunciou a intenção de impor uma tarifa global temporária de 10%, que poderia ser elevada para 15%, além de buscar outras formas legais para manter tarifas sobre importações chinesas. Ele justificou as taxas como resposta ao superávit comercial da China e ao fortalecimento militar do país.

A Casa Branca confirmou a viagem de Trump a Pequim entre 31 de março e 2 de abril, quando ele se encontrará com o presidente Xi Jinping. A expectativa é que o encontro possa reforçar a trégua e permitir negociações em áreas estratégicas.

Especialistas apontam que Xi Jinping provavelmente não fará uso assertivo da decisão da Suprema Corte nas negociações, preferindo preservar o diálogo com os EUA. Isso pode favorecer a consolidação da trégua e abrir espaço para concessões de segurança que ampliem a influência da China na Ásia.

O porta-voz da embaixada chinesa nos EUA ressaltou que as guerras comerciais não atendem aos interesses de nenhum dos lados e pediu cooperação para aumentar a previsibilidade na relação comercial, beneficiando também a economia global.

Historicamente, Trump utilizou poderes emergenciais para implementar tarifas sobre produtos chineses, chegando a taxas superiores a 30%, o que gerou retaliações chinesas e aumentou as tensões. O acordo de trégua firmado em outubro reduziu as tarifas para um nível base de 10% e resultou em maior cooperação na restrição de exportações de substâncias químicas usadas na produção do fentanil.

Especialistas sugerem que o governo Trump poderá recorrer a outras bases legais para manter ou impor novas tarifas, como investigações sobre o cumprimento do acordo comercial por parte da China. Caso sejam constatadas violações, os EUA podem aplicar novas taxas conforme legislação vigente.

Analistas políticos indicam que Pequim considera provável que tarifas sejam mantidas ou recriadas, ao mesmo tempo em que busca negociar reduções em troca de compromissos econômicos e comerciais. A complexidade da situação destaca a fragilidade do relacionamento entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

A decisão da Suprema Corte e os desdobramentos previstos impactam não apenas os Estados Unidos e a China, mas também a estabilidade econômica global, já que o comércio entre os dois países responde por uma parcela significativa das cadeias produtivas internacionais.

Com a aproximação da reunião entre Trump e Xi, o panorama comercial permanece incerto, com possibilidades de ajustes nas políticas tarifárias e negociações estratégicas que poderão definir o rumo das relações bilaterais para os próximos meses.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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