O brasileiro entrou em 2026 com maior confiança

O brasileiro entrou em 2026 com maior confiança nas finanças pessoais, mas mantém cautela em relação às condições econômicas dos próximos meses, indica pesquisa Ipsos divulgada nesta quinta-feira (19). O levantamento mediu o Índice de Confiança do Consumidor em 30 países, avaliando percepção econômica atual e expectativas futuras.
O índice geral de confiança no Brasil chegou a 55,1 pontos em janeiro de 2026, o maior nível dos últimos 18 meses, refletindo alta de 1,9 ponto em relação a dezembro de 2025 e aumento de 3,9 pontos sobre janeiro do ano anterior. O crescimento foi puxado principalmente por indicadores ligados ao presente, como percepção de finanças pessoais, segurança no emprego e disposição para gastar.
O “termômetro do bolso” e o índice de estabilidade mostraram melhora, sinalizando que os brasileiros se sentem mais seguros na situação atual e mais dispostos a consumir. Cerca de 55% relataram maior segurança no emprego em comparação aos seis meses anteriores. Entre os jovens da geração Z, 62% afirmaram estar mais confiantes no emprego.
Por outro lado, o índice que mede as expectativas para os próximos seis meses caiu para 64,1 pontos em janeiro de 2026, uma queda de 1,8 ponto em relação a dezembro e 0,2 ponto abaixo do registrado em janeiro de 2025. Esse recuo indica que o otimismo com o futuro diminuiu, sugerindo uma postura conservadora diante do cenário econômico incerto.
Segundo Rafael Lindemeyer, diretor sênior da Ipsos, o comportamento dos consumidores pode ser definido como um “carpe diem” econômico, em que o brasileiro aproveita a situação atual, mas evita comprometer-se com gastos futuros. “O brasileiro se sente mais seguro no emprego hoje e crê que sobrou um pouco mais de dinheiro no bolso agora. Por isso, a ‘coragem de gastar’ aumentou”, afirma.
A pesquisa identificou variações por faixa etária. A geração Z é a mais inclinada ao consumo, enquanto, entre os brasileiros com até 35 anos, 61% demonstram otimismo quanto à possibilidade de economizar e investir. Já a confiança para guardar recursos entre pessoas com mais de 50 anos cai para 47,1%, a menor taxa entre os grupos analisados.
A geração X (nascidos entre 1965 e 1980) apresentou uma melhora significativa na percepção sobre a situação econômica, com alta de 14 pontos em relação ao ano anterior, ainda que seu otimismo geral seja menor que o dos mais jovens.
Quanto ao emprego, 73% dos entrevistados alegaram não acreditar que perderão o trabalho em função das condições econômicas nos próximos seis meses. Em contrapartida, 27% consideram essa possibilidade.
A pesquisa Índice de Confiança do Consumidor da Ipsos é conduzida mensalmente em 30 países. As informações consideradas neste levantamento foram coletadas entre os dias 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, e avaliam percepção econômica, situação financeira pessoal, intenção de poupar e segurança para realizar compras ou investimentos de maior valor.
A análise indica que os brasileiros valorizam a estabilidade financeira no presente, porém adotam uma postura prudente diante das dúvidas sobre o desenvolvimento da economia nos meses seguintes.
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Palavras-chave relacionadas: confiança do consumidor, finanças pessoais, emprego no Brasil, consumo, economia brasileira 2026, expectativas econômicas, geração Z, geração X, segurança no emprego, pesquisa Ipsos.
Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com