O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco

O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central registrou crescimento de 2,5% em 2025 na comparação com 2024, indicando uma desaceleração do ritmo de expansão da economia brasileira, informou o BC nesta quinta-feira (19). O dado mostra redução em relação a 2024, quando o índice avançou 3,7%, e representa o pior desempenho desde 2020.
O IBC-BR é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) e reflete o desempenho dos principais setores da economia. Em 2025, a agropecuária cresceu 13,1%, a indústria avançou 1,5% e os serviços tiveram expansão de 2,1%.
O PIB é a soma dos bens e serviços produzidos no país e serve como indicador do crescimento econômico. Embora o IBC-BR e o PIB tenham metodologias distintas, o índice do Banco Central é utilizado pelo mercado para antecipar tendências da atividade econômica ao longo do ano.
O resultado oficial do PIB de 2025 será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 3 de março. A projeção do Ministério da Fazenda para o PIB do ano passado é de crescimento de 2,3%, alinhada à estimativa do Banco Central apresentada neste mês.
A desaceleração do crescimento era prevista devido ao elevado nível da taxa básica de juros, a Selic, que está atualmente em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. O Banco Central sinalizou a intenção de iniciar cortes na Selic a partir de março, com expectativa de redução de 0,5 ponto percentual.
Segundo o Banco Central, reduzir o ritmo de crescimento econômico faz parte da estratégia para conter a inflação e garantir a convergência ao alvo de 3%. O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) em dezembro indicou que o “hiato do produto” permanece positivo, ou seja, a economia opera acima do seu potencial sem pressionar a inflação.
O IBC-BR foi criado em 2010 para monitorar o desempenho econômico a partir de informações dos setores agropecuário, industrial e de serviços, além dos impostos. Diferentemente do PIB oficial, não incorpora dados do lado da demanda.
O indicador é uma das bases para a definição da taxa Selic pelo Banco Central. Um crescimento econômico mais acelerado pode aumentar as pressões inflacionárias e influenciar decisões para manter ou elevar os juros.
Em resumo, o Brasil apresentou crescimento econômico de 2,5% em 2025, conforme o indicador do Banco Central, mostrando perda de fôlego diante das medidas de contenção da inflação adotadas pelo governo. O resultado oficial do PIB será divulgado em março e deve confirmar essa tendência de desaceleração da economia brasileira.
—
Palavras-chave para SEO:
PIB 2025, crescimento econômico Brasil, IBC-BR, Banco Central, taxa Selic, inflação Brasil, desaceleração econômica, índice atividade econômica, IBGE, mercado financeiro.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com