Economia

Quase metade dos brasileiros consideram que a economia

Quase metade dos brasileiros consideram que a economia
  • Publishedfevereiro 12, 2026

Quase metade dos brasileiros consideram que a economia piorou nos últimos 12 meses, aponta pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). O levantamento, feito entre 5 e 9 de fevereiro, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país para avaliar a percepção sobre a situação econômica e as expectativas para o próximo ano.

De acordo com a pesquisa, 43% dos entrevistados afirmam que a economia piorou, 24% dizem que melhorou e 30% avaliam que permaneceu igual. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Esses números mostram que, apesar da melhora em indicadores como a queda da taxa de desemprego e o controle da inflação, a percepção do público mantém-se negativa ou estável.

Especialistas consultados apontam que a alta da taxa de juros contribuiu para essa percepção, pois desacelerou a economia e elevou a inadimplência das famílias. O economista André Perfeito explica que mesmo com aumento no salário médio, o endividamento reduz o poder de compra, e as empresas veem parte dos lucros consumidos pelo pagamento de juros. A economista Zeina Latif ressalta que os juros altos afetaram o consumo das famílias e a geração de vagas no mercado de trabalho.

A pesquisa também mediu a expectativa dos brasileiros para os próximos 12 meses: 43% acreditam que a economia vai melhorar, 29% que vai piorar e 24% que ficará estável. Essas projeções indicam uma leve redução na confiança, já que em janeiro 48% esperavam melhora.

Outro aspecto avaliado foi o preço dos alimentos, que para 56% dos entrevistados subiu nos últimos meses, enquanto 18% perceberam queda e 24% constataram manutenção nos preços. Esses índices se mantiveram estáveis em relação à pesquisa anterior. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no dia 10, mostram que a inflação oficial (IPCA) subiu 0,33% em janeiro, acumulando alta de 4,44% em 12 meses, valor levemente acima das projeções econômicas.

Sobre o poder de compra, 61% dos entrevistados informaram que compram menos com o dinheiro que recebem atualmente em comparação a um ano atrás, enquanto 15% disseram comprar mais e 23% afirmaram comprar a mesma quantidade.

Em relação ao mercado de trabalho, 49% consideram mais difícil conseguir emprego nos últimos 12 meses, contra 39% que avaliam estar mais fácil e 5% que acreditam que a situação continua igual. Apesar dessa percepção, o IBGE registrou a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica em 2012, com 5,6% no ano de 2025, queda de 1 ponto percentual em relação a 2024.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e apresenta uma fotografia da visão dos brasileiros sobre a economia em meio a avanços nos indicadores oficiais e desafios percebidos pela população.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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