O único aeroporto da ilha de Santa Helena, território ultram

O único aeroporto da ilha de Santa Helena, território ultramarino britânico no Oceano Atlântico, foi fechado esta semana por falta de condições de segurança, deixando turistas retidos no local sem previsão para a retomada das operações. A decisão foi tomada pelas autoridades locais devido à incapacidade dos caminhões de bombeiros de atender aos requisitos internacionais de segurança para voos.
Santa Helena, localizada entre o Brasil e Angola, possui cerca de 120 quilômetros quadrados e pouco menos de 5 mil habitantes. O aeroporto, inaugurado há quase uma década, realiza voos semanais para Joanesburgo, na África do Sul, e voos mensais para a Ilha de Ascensão. O fechamento atinge pelo menos todos os voos previstos até 20 de fevereiro.
O governo local afirmou que a suspensão temporária das atividades deve afetar não apenas turistas, mas também residentes que precisam deixar a ilha, inclusive em casos de emergência médica. Em comunicado, destacou a necessidade de cumprimento rigoroso das normas internacionais de segurança para garantir a operação dos voos.
Além dos voos regulares, Santa Helena recebe iates e navios de cruzeiro, principalmente entre outubro e abril, devido à sua localização geográfica. Atualmente, um serviço provisório de carga opera a partir de Luanda, com uma viagem marítima que dura cerca de 21 dias.
Santa Helena é um território britânico desde a época colonial, com uma população pequena e uma economia dependente do turismo, especialmente após a construção do aeroporto que reduziu significativamente o tempo de acesso à ilha. Antes, a única forma de chegar era por mar, com viagens que podiam durar até cinco dias a partir da África do Sul.
Historicamente, a ilha é conhecida por ter sido o local de exílio de Napoleão Bonaparte após sua derrota em Waterloo, em 1815. O aeroporto colocou Santa Helena no mapa do turismo mundial, mas enfrenta desafios naturais que dificultam sua operação.
Em 2016, uma comissão de contas públicas do Reino Unido classificou o aeroporto como um “elefante branco”, criticando o investimento de 285 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 2 bilhões) devido à imprevisibilidade das condições de vento. O relatório destacou que os ventos fortes, já observados por Charles Darwin em 1836, criam condições perigosas para pousos e decolagens.
As operações do aeroporto já foram suspensas anteriormente por conta das condições meteorológicas. Agora, a suspensão se deve à falta de confiança na prontidão dos caminhões de bombeiros para atender emergências, requisito essencial para garantir a segurança dos voos comerciais.
O governo britânico foi informado da situação e enviou uma equipe técnica especializada para Santa Helena, com o objetivo de avaliar e trabalhar na reabertura do aeroporto o mais rápido possível.
Enquanto isso, a ilha permanece próxima ao isolamento, dependendo do transporte marítimo para suprimentos e passageiros. A interrupção afeta a economia local e a mobilidade dos moradores e visitantes em uma das áreas mais remotas do planeta.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com