Economia

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou
  • Publishedfevereiro 9, 2026

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (9) que pagar rendimentos acima do CDI não configura crime nem motivo para liquidação bancária, referindo-se ao caso do Banco Master. Ele destacou que a intervenção ocorreu devido a problemas financeiros mais amplos, envolvendo liquidez e suspeitas sobre carteiras de crédito.

Galípolo explicou que não existe norma proibindo bancos de oferecer remuneração superior ao mercado para captar recursos, como fazia o Banco Master. Segundo ele, esse fator isolado não justificaria a liquidação da instituição.

O principal problema apontado foi a combinação entre dificuldades de liquidez, dúvidas sobre a qualidade dos ativos do banco e suspeitas envolvendo suas carteiras de crédito. Essas questões provocaram a intensificação da supervisão pelo Banco Central a partir do final de 2024.

O presidente do BC ressaltou que a repercussão do caso não se deve ao tamanho do Banco Master, que é uma instituição de menor porte, mas sim ao fato de o caso ultrapassar a esfera financeira e envolver autoridades investigativas, como Polícia Federal e Ministério Público.

Galípolo destacou que o funcionamento de um banco depende do equilíbrio entre o que ele paga aos investidores e o que recebe dos tomadores de crédito. Para manter a solvência, a instituição precisa receber mais juros do que paga e receber esses recursos antes de suas obrigações financeiras vencerem, formando o chamado “casamento” entre ativo e passivo.

Mesmo sem captar novos recursos, um banco pode se manter solvente se essa estrutura estiver bem organizada, explicou. No entanto, afirmou o presidente, no caso do Banco Master, o foco do debate público deveria ter sido na qualidade dos ativos da instituição, e não apenas no custo da captação.

Ele criticou o excesso de atenção dado à taxa de juros paga pelo banco aos investidores, quando os verdadeiros problemas estavam nos ativos que o banco mantinha.

Galípolo comparou o Banco Master a “um time da terceira divisão”, destacando que, ao contrário de crises anteriores envolvendo bancos com relevância sistêmica para o país, como Bamerindus, Econômico e Nacional, o caso do Master é de menor escala. Por isso, os processos de intervenção e liquidação foram menos complexos.

O presidente questionou a comoção causada pelo episódio e explicou que ela decorre do fato de as suspeitas envolvidas terem ultrapassado o âmbito da regulação financeira, exigindo cooperação com as autoridades de investigação.

Ele enfatizou que o Banco Central atua informando fatos, não produzindo notícias de crimes. As informações sobre o caso foram encaminhadas às autoridades competentes para apuração.

O posicionamento de Galípolo pretende esclarecer equívocos no debate público sobre a liquidação do Banco Master, que gerou confusão sobre a legalidade das práticas de remuneração da instituição. Segundo ele, a decisão de intervenção teve como base elementos financeiros e prudenciais, não meramente a oferta de juros acima do CDI.

Palavras-chave relacionadas: Banco Master, Gabriel Galípolo, Banco Central, liquidação bancária, CDI, supervisão bancária, ativos financeiros, liquidez, regulação financeira, intervenção bancária, Polícia Federal, Ministério Público.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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