Economia

O Banco de Brasília (BRB) tem até esta sexta-feira (6)

O Banco de Brasília (BRB) tem até esta sexta-feira (6)
  • Publishedfevereiro 6, 2026

O Banco de Brasília (BRB) tem até esta sexta-feira (6) para entregar ao Banco Central um plano detalhado de recomposição do patrimônio no valor de pelo menos R$ 5 bilhões. O objetivo é ajustar o balanço patrimonial do banco, que ficou fragilizado após operações financeiras questionadas envolvendo a compra de carteiras de crédito do Banco Master.

O BRB vai indicar as medidas para reforçar seu capital e reduzir os riscos atrelados ao patrimônio. O Banco Central deve analisar e aprovar o plano, que terá um prazo de até seis meses para ser implementado pelo banco, caso receba aval. Eventuais impactos no caixa do governo do Distrito Federal, acionista majoritário do BRB, podem exigir autorização da Câmara Legislativa do DF, onde o governador Ibaneis Rocha (MDB) dispõe de maioria parlamentar.

A necessidade do reforço patrimonial decorre, principalmente, da aquisição de carteiras de crédito do Banco Master no final de 2024. Essas carteiras foram compradas pelo Master de outras instituições por menos da metade do valor pago pelo BRB e, segundo investigações, o Banco Master não chegou a pagar esses créditos antes de revendê-los ao BRB por valores superiores. Essa situação enfraqueceu a solidez do balanço do banco público.

Técnicos consultados pela imprensa afirmam que não há risco iminente de falência ou liquidação do BRB, em razão da participação do governo do Distrito Federal, que dispõe de patrimônio suficiente para suportar eventuais dificuldades financeiras. Ainda assim, reforçar o capital do banco é essencial para que ele continue a cumprir as exigências regulatórias de segurança e solvência do sistema bancário brasileiro.

No fim de janeiro, o BRB informou que estuda alternativas para o reforço patrimonial. Entre as opções avaliadas estão a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com imóveis do governo do Distrito Federal, contratação de empréstimos junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e aporte direto dos controladores do banco. O governo do DF detém 71,92% do capital do BRB, o que indica que o controle acionário pode ser acionado para aportar recursos financeiros.

O governador Ibaneis Rocha já manifestou disposição para usar patrimônio público — inclusive através da constituição de um fundo imobiliário — para garantir a recomposição do BRB.

Além do impacto financeiro, o banco enfrenta investigações policiais. A Polícia Federal abriu um novo inquérito para apurar indícios de gestão fraudulenta no BRB relacionados à aquisição das carteiras de créditos do Banco Master. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2024 após ser identificado um grave problema de liquidez e falta de recursos para honrar compromissos.

Entre 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master, mas o Ministério Público aponta que cerca de R$ 12 bilhões desses valores foram destinados a carteiras de crédito deterioradas, sem garantias financeiras e que, aparentemente, não pertenciam ao Master. A operação levantou suspeitas sobre a gestão dessas transações.

O governo do Distrito Federal já sinalizou que pode realizar aportes para cobrir prejuízos decorrentes das operações com o Banco Master. Cabe agora ao BRB apresentar ao Banco Central um plano que esclareça as estratégias para recompor o patrimônio e garantir a estabilidade da instituição.

Sem essa recomposição, o banco pode enfrentar dificuldades para manter a confiança do mercado e a solidez exigida para bancos públicos, o que é fundamental para a continuidade dos serviços financeiros prestados à população do Distrito Federal.

Palavras-chave relacionadas: Banco de Brasília, BRB, Banco Central, recomposição patrimonial, Banco Master, gestão fraudulenta, inquérito PF, governo do Distrito Federal, fundos imobiliários, Fundo Garantidor de Créditos, Ibaneis Rocha, liquidação bancária, patrimônio bancário, crédito podre, investigação financeira.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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