Economia

O Banco de Brasília (BRB) entregou nesta sexta-feira

O Banco de Brasília (BRB) entregou nesta sexta-feira
  • Publishedfevereiro 6, 2026

O Banco de Brasília (BRB) entregou nesta sexta-feira (6) ao Banco Central o Plano de Capital, documento com medidas preventivas para reforçar o patrimônio da instituição. A entrega foi feita pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, durante reunião de duas horas na sede do Banco Central, em Brasília.

O encontro contou também com a presença do secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, representante do acionista controlador do BRB, que detém cerca de 72% do capital da instituição. O plano prevê ações a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso se confirme a necessidade de aporte financeiro, mas os valores ainda não foram definidos.

Segundo o BRB, o objetivo do Plano de Capital é evitar crises de confiança no mercado e garantir a solidez do banco. A medida decorre de inconsistências relacionadas à aquisição, em 2024, de carteiras de crédito do Banco Master, que teriam sido compradas por valores superiores aos pagos originalmente pelo Master, além de conter créditos que ainda não tinham sido quitados.

Essas operações afetaram a saúde financeira do BRB e fragilizaram seu balanço patrimonial. O banco comunicou que os dados completos do plano permanecem sob sigilo e que eventuais aportes financeiros dependerão da conclusão das investigações em curso, que envolvem suspeitas de gestão fraudulenta.

Especialistas consultados afirmaram que não há risco iminente de falência do BRB, em razão do apoio do governo do Distrito Federal, acionista majoritário com capacidade para socorrer a instituição. Ainda assim, o reforço do capital é necessário para atender às normas regulatórias de segurança e solidez do sistema bancário brasileiro.

Entre as estratégias estudadas para recompor o capital estão a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com imóveis públicos, a contratação de empréstimos junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e aportes diretos do governo do Distrito Federal. O governador Ibaneis Rocha já sinalizou a possibilidade de utilizar patrimônio público para essas operações.

O Banco Master, que passou por liquidação em novembro de 2025 devido a crise de liquidez, foi alvo de uma tentativa de aquisição pelo BRB, que não foi aprovada pelo Banco Central. O BRB injetou cerca de R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025, o que está sob investigação do Ministério Público por suspeita de gestão fraudulenta, já que parte desses recursos teria sido direcionada a carteiras de crédito problemáticas, sem garantias legais.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal deverá aprovar qualquer operação que impacte diretamente o caixa público, salvo autorização prévia, dado o controle acionário que o governo exerce sobre o banco.

O BRB afirmou que mantém o compromisso com a transparência e a estabilidade da instituição, e continuará acompanhando as investigações em andamento. O banco reforça a importância do plano para assegurar a confiança dos clientes, investidores e do mercado financeiro.

Palavras-chave: Banco de Brasília, BRB, Plano de Capital, Banco Central, governo do Distrito Federal, Banco Master, investigações, gestão fraudulenta, reforço de capital, Fundo de Investimento Imobiliário, Fundo Garantidor de Créditos, Ibaneis Rocha, crise bancária, aporte financeiro.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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