O governo dos Estados Unidos concedeu um empréstimo

O governo dos Estados Unidos concedeu um empréstimo de US$ 565 milhões à mineradora brasileira Serra Verde para apoiar a produção de terras raras, anunciou a empresa nesta quinta-feira (5). O acordo inclui direitos para o governo americano adquirir participação minoritária na mineradora.
O financiamento foi firmado pela Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC). A Serra Verde usará os recursos para refinanciar linhas de crédito em condições mais favoráveis e expandir sua produção no Brasil.
A Serra Verde iniciou a produção comercial no início de 2024 na mina localizada em Minaçu, Goiás. A expectativa é atingir uma produção anual de cerca de 6.500 toneladas de óxidos de terras raras até 2027.
As terras raras extraídas na mina têm alta concentração de disprósio e térbio, minerais críticos para tecnologias avançadas usadas nos setores automotivo, médico, de energias renováveis, eletrônicos, robótica, defesa e aeroespacial. A mina difere de outros depósitos ocidentais por conter principalmente terras raras pesadas.
A mineradora é controlada pelos fundos de private equity Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue, este último liderado por Mick Davis, ex-diretor da Xstrata.
O financiamento faz parte de um esforço maior dos Estados Unidos para reduzir a dependência da China em minerais críticos, após restrições chinesas que afetaram o abastecimento global no ano anterior. O acordo foi anunciado logo após um pacote estratégico para minerais críticos apresentado em 4 de janeiro pelo vice-presidente americano, J.D. Vance.
Além da Serra Verde, os Estados Unidos têm ampliado o interesse em minerais brasileiros como cobre, níquel e nióbio, buscando diversificar sua cadeia de fornecimento. O Brasil possui a segunda maior reserva global de terras raras, atrás apenas da China, mas conta com poucas operações em operação comercial.
O Ministério de Minas e Energia do Brasil declarou estar aberto ao diálogo e a iniciativas internacionais que respeitem os interesses nacionais e promovam o desenvolvimento econômico e social do país.
Autoridades dos Estados Unidos também planejam conversas sobre a possível visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, que poderá incluir discussões sobre cooperação no setor de minerais críticos.
Organizações internacionais e comissões de diversos países têm procurado o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa grandes empresas como Vale, BHP e Anglo American, para discutir oportunidades no setor mineral brasileiro.
No início de janeiro, o governo dos EUA lançou o Projeto Vault, um pacote estratégico com investimentos públicos e privados que ultrapassam US$ 12 bilhões, para fortalecer a cadeia de minerais críticos em parceria com 55 países, incluindo Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo.
Essas ações fazem parte da tentativa dos Estados Unidos de garantir o abastecimento de minerais essenciais para a manufatura avançada, incluindo componentes tecnológicos e de defesa, reduzindo riscos geopolíticos e econômicos ligados à concentração da produção na China.
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Fonte: g1.globo.com
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