A banda nova-iorquina Geese encerrou 2025 com uma apresentaç

A banda nova-iorquina Geese encerrou 2025 com uma apresentação no programa “Saturday Night Live”, consolidando um ano destacado para o grupo. O álbum “Getting Killed” recebeu elogios da crítica e reconhecimento de artistas como Nick Cave, Patti Smith e St. Vincent, enquanto o vocalista Cameron Winter traz a experiência ao Brasil para show no C6 Fest, em maio.
Apesar do reconhecimento, “Getting Killed” não recebeu indicações ao Grammy, o que reforça questionamentos sobre a lentidão da Academia em reconhecer alguns talentos. O histórico do prêmio inclui ausências importantes, com artistas consagrados como Led Zeppelin e Arctic Monkeys nunca indicados para o principal prêmio.
A Geese mantém cerca de 2,1 milhões de ouvintes mensais no Spotify, um número modesto perto de nomes maiores da música nacional e internacional, como João Gomes (9,9 milhões) e Pearl Jam (16,9 milhões). Em comparação com estrelas de grande porte, como Taylor Swift e Beyoncé, os números mostram que a banda ocupa um espaço mais restrito, atuando dentro do circuito independente.
Na indústria musical, as 14 milhões de execuções da canção “Au pays du Cocaïne” equivalem a pouco mais de 9 mil álbuns vendidos, segundo critérios da revista “Billboard”. O desempenho traduz uma repercussão menor, embora relevante, especialmente dentro de um nicho específico do rock.
A ideia de que o rock precisa de um salvador está associada a percepções que nem sempre refletem o cenário atual do gênero, que permanece ativo e lucrativo em shows, sustentado tanto por artistas veteranos quanto por novas apostas como MJ Lenderman, Wet Leg e Turnstile. A Geese integra esse contexto, sem ser uma força cultural de massa.
“Getting Killed” é o terceiro álbum da banda, que começou na infância dos integrantes. O disco destaca-se pela voz particular de Winter e apresenta faixas como “Trinidad” e “Taxes”. A proposta sonora combina elementos que remetem a Nick Cave e Rufus Wainwright, sem, contudo, promover grandes rupturas para o gênero.
A repercussão nas redes sociais se converteu em público nos shows, com lotação nos palcos do Brooklyn e datas esgotadas em apresentações solo de Cameron Winter no Carnegie Hall. Esse envolvimento lembra movimentos similares em outras cenas musicais, como a de Emicida no Brasil.
Comparações com o Nirvana surgiram, embora a trajetória da Geese ainda esteja distante da dimensão alcançada por Kurt Cobain. O grupo ainda não figura nas paradas da “Billboard”, deixando aberta a possibilidade de crescimento futuro, mas permanecendo atualmente em uma posição consolidada no meio independente.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com