Economia

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (3) em queda

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (3) em queda
  • Publishedfevereiro 3, 2026

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (3) em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,2415, enquanto investidores no Brasil acompanham a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e os dados da produção industrial. A atenção se volta para as indicações sobre o início do ciclo de cortes de juros a partir de março e para o desempenho da indústria em dezembro, além das movimentações políticas envolvendo o tratado entre Mercosul e União Europeia.

A ata do Copom traz sinalizações importantes para a política econômica, que podem influenciar a trajetória dos juros no país. A expectativa é pelo início da redução da taxa Selic ainda no primeiro trimestre, o que afeta diretamente o câmbio e o mercado financeiro. Paralelamente, foram divulgados dados sobre a produção industrial brasileira em dezembro de 2025. Apesar de registrar retração de 1,2% frente a novembro, o setor teve alta de 0,4% na comparação anual, interrompendo dois meses seguidos de queda.

No acumulado de 2025, a indústria cresceu 0,6%, taxa inferior ao avanço de 3,1% registrado em 2024, mas superior ao desempenho de 0,1% em 2023. No último trimestre, contudo, a produção industrial ficou 0,5% abaixo do mesmo período do ano anterior, sinalizando perda de ritmo. Mesmo com as variações recentes, o nível atual da indústria permanece 0,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 16,3% abaixo do recorde histórico de maio de 2011.

No âmbito político, o Palácio do Planalto enviou ao Congresso o texto do acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado em janeiro no Paraguai. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas em mais de 90% do comércio entre os blocos, o que pode impactar fluxos comerciais e a economia brasileira.

No cenário internacional, a divulgação do relatório Jolts, que mede o número de vagas abertas nos Estados Unidos, foi adiada devido à paralisação parcial do governo americano, afetando o calendário de indicadores econômicos. Os mercados de Wall Street iniciaram a semana com queda, mas fecharam em alta nesta segunda-feira (2), puxados por ganhos nas fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial. O índice S&P 500 subiu 0,54%, o Nasdaq avançou 0,55% e o Dow Jones teve alta de 1,06%.

Na Europa, os mercados também fecharam em alta, com o índice STOXX 600 registrando avanço de 1,03%. Entre os principais índices, o DAX da Alemanha subiu 1,05%, o CAC 40 da França ganhou 0,67% e o FTSE 100 do Reino Unido teve alta de 1,15%. Em contraste, as bolsas asiáticas encerraram o pregão em queda, pressionadas pela desvalorização das commodities e indicadores considerados fracos da economia chinesa. O índice de Xangai recuou 2,48%, o CSI300 caiu 2,13%, e o Hang Seng de Hong Kong perdeu 2,23%. No Japão, o Nikkei fechou em baixa de 1,2%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi teve queda de 5,26%.

A movimentação do dólar no mercado brasileiro reflete esses fatores locais e internacionais. O câmbio acumula queda de 0,74% na semana e 4,39% no mês e no ano de 2026. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia os negócios com alta acumulada de 1,40% na semana e 12,56% no mês e no ano.

A conjuntura econômica e política, tanto no Brasil quanto no exterior, continuará determinando o comportamento dos mercados e do dólar nos próximos dias, com atenção especial para as decisões do Copom, indicadores industriais e negociações comerciais internacionais.

Palavras-chave relacionadas: dólar, Copom, taxa de juros, produção industrial, mercado financeiro, Mercosul, União Europeia, bolsa brasileira, Ibovespa, mercado internacional, Wall Street, economia brasileira, política econômica.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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