Economia

O Banco Central confirmou em sua ata do Comitê de

O Banco Central confirmou em sua ata do Comitê de
  • Publishedfevereiro 3, 2026

O Banco Central confirmou em sua ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta semana, que sinalizou o início de um ciclo de redução da taxa básica de juros na reunião de março, mas não informou o tamanho do corte nem a duração do ciclo. A decisão foi tomada após análise de indicadores da inflação e da transmissão da política monetária, com o objetivo de garantir a convergência da inflação à meta.

Na última reunião, realizada na semana passada, a taxa Selic foi mantida em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva, medida adotada para conter pressões inflacionárias. O BC reafirmou que a flexibilização da política monetária ocorrerá apenas se o cenário econômico se confirmar, mantendo a restrição necessária para o cumprimento das metas de inflação.

A autoridade monetária explicou que a magnitude e a duração do ciclo de redução dos juros serão definidas gradualmente, conforme novas informações forem avaliadas. A decisão deste ciclo dependerá da evolução do cenário econômico e das expectativas inflacionárias.

Economistas do mercado financeiro projetam que a Selic deve cair para 14,5% em março e deve continuar em trajetória descendente até atingir cerca de 12,25% ao ano no final de 2026. Essas estimativas estão alinhadas com a sinalização do Banco Central.

O Copom atua baseado no sistema de metas de inflação. Atualmente, a meta central é de 3% ao ano, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Essa meta é monitorada considerando a inflação futura, pois os efeitos das mudanças na taxa Selic levam de seis meses a um ano e meio para se refletir plenamente na economia.

Apesar da inflação superar a meta em seis meses consecutivos até junho do ano passado, o Banco Central mantém a política restritiva para garantir o controle dos preços. O órgão enfatiza a importância de juros elevados até que a inflação e as expectativas de mercado estejam ancoradas.

Na ata, o Banco Central destacou a persistência de fatores de pressão nos preços, especialmente a dinâmica do mercado de trabalho, o que justifica o nível atual de juros e a condução cautelosa da política monetária para reduzir a inflação.

O texto ainda aponta que a desaceleração do crescimento econômico faz parte da estratégia para conter a inflação. Segundo o BC, a redução do ritmo de expansão da economia diminui as pressões inflacionárias, especialmente no setor de serviços.

O documento ressalta que o chamado “hiato do produto” permanece positivo, indicando que a atividade econômica está acima do seu potencial, o que aumenta as pressões inflacionárias. No entanto, a economia doméstica tem mostrado uma trajetória de moderação no crescimento, conforme previsto pelo Banco Central.

Por fim, o BC reafirma o compromisso com o mandato de levar a inflação ao centro da meta e acompanhará a evolução econômica para ajustar a política monetária conforme necessário, com foco na estabilidade dos preços e na garantia das condições para o crescimento sustentável.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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