Um avião da Latam precisou realizar um pouso

Imagem: s2-g1.glbimg.com

Um avião da Latam precisou realizar um pouso monitorado em Ribeirão Preto (SP) nesta quinta-feira (29) após a explosão de um powerbank a bordo, em um voo que saía de São Paulo com destino a Brasília. O incidente gerou mal-estar em pelo menos três passageiros, que receberam atendimento ainda na pista, sem necessitar de hospitalização.

O caso ressalta os riscos associados ao transporte de baterias recarregáveis portáteis, como powerbanks, que utilizam tecnologia de íon de lítio. Essas baterias são comuns em dispositivos eletrônicos, mas podem apresentar riscos em determinadas condições, conforme especialistas e autoridades reguladoras.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), baterias externas como powerbanks são proibidas na bagagem despachada e permitidas apenas na bagagem de mão, desde que respeitem limites específicos de capacidade e regras de segurança. Dispositivos com até 100 Wh são permitidos livremente; aqueles entre 100 Wh e 160 Wh precisam de aprovação prévia da companhia aérea e limite máximo de duas unidades por passageiro.

Para garantir a segurança, as baterias devem ser transportadas com proteção individual, seja na embalagem original ou com os terminais isolados, por exemplo, usando sacos plásticos ou bolsas específicas. A capacidade da bateria pode ser verificada na descrição do produto, geralmente informada em Wh (watt-hora) ou mAh (miliampère-hora), sendo necessária uma conversão levando em conta a voltagem para comparar esses valores.

Especialistas afirmam que a chance de explosão de baterias de íon de lítio não é maior dentro do avião do que em solo. O vice-presidente de Telecomunicações da Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (Abriq), Kim Rieffel, explica que fatores como temperatura elevada e impactos físicos são os principais gatilhos para falhas e curtos-circuitos que podem causar explosões. Por isso, a proibição de transporte na bagagem despachada visa evitar condições adversas no compartimento de carga, onde há menor controle ambiental.

Profissionais da área também alertam sobre o uso de produtos não homologados, que tendem a oferecer maiores riscos. O professor de Engenharia Elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia, Fábio Delatore, destaca que a ausência de requisitos técnicos e padrões de segurança contribui para a ocorrência de incidentes com baterias portáteis.

O episódio com o voo da Latam não é isolado. Em agosto de 2025, um powerbank pegou fogo durante um voo entre São Paulo e Amsterdã, levando a registros de fumaça na cabine. Outros casos internacionais incluem um incêndio provocado por bateria de lítio em um voo da Air China em outubro de 2025, quando a tripulação conseguiu controlar o fogo sem ferimentos, e outro incidente em março do mesmo ano em Hong Kong, quando passageiros ajudaram a conter as chamas causadas por um carregador portátil em voo comercial.

A Anac e especialistas reforçam a importância do cumprimento das normas e da preferência por equipamentos homologados para minimizar riscos durante viagens aéreas. O transporte inadequado ou o uso de produtos não regulamentados pode aumentar a probabilidade de incidentes envolvendo baterias portáteis.

Em resumo, a explosão ocorrida no voo da Latam evidenciou a necessidade de atenção e respeito às regras vigentes para o transporte seguro de baterias de íon de lítio em viagens aéreas, bem como da conscientização dos passageiros quanto aos riscos e formas de prevenção.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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