O documentário sobre Melania Trump estreou nesta sexta-feira

O documentário sobre Melania Trump estreou nesta sexta-feira (30) em São Paulo com baixa público e sessões quase vazias em cinema da Pompeia, onde apenas um espectador acompanhou a exibição. A produção é alvo de críticas por sua abordagem chapa-branca e pelo alto investimento da Amazon MGM Studios, de US$ 75 milhões, que inclui custos de licenciamento e marketing.
Na estreia no shopping da Pompeia, o único espectador foi o aposentado Fernando Passos, de 74 anos, que afirmou ser simpatizante de Donald Trump e elogiar o estilo da ex-primeira-dama dos Estados Unidos. Ele disse que o horário da sessão, ao meio-dia e meia em um dia de semana, foi desvantagem para atrair público.
“Quem vem ao cinema nesse horário em dia de semana, além de aposentados como eu?”, questionou Passos, que também comentou sua mudança de visão política ao longo dos anos, migrando da esquerda para uma postura conservadora. Após assistir ao documentário, classificou o filme como “um filmaço”, destacando a postura de Melania.
O documentário “Melania” acompanha os 20 dias que antecedem a posse de Donald Trump em 2025, retratando o retorno dele à presidência. A produção ganhou destaque por permitir total controle editorial à protagonista, o que levantou dúvidas sobre sua integridade jornalística e valor artístico em veículos especializados.
O investimento de US$ 75 milhões, superior ao usual para obras do gênero, foi dividido pelo jornal “New York Times” entre US$ 40 milhões para licenciamento e US$ 35 milhões em campanha de marketing. Analistas e críticos levantam hipótese de que a Amazon possa estar buscando favorecer sua relação com o governo Trump por meio deste gasto.
Além da estreia na Pompeia, o g1 acompanhou sessões no Morumbi e na Bela Vista, bairros de São Paulo. Em todas as salas, o filme teve apenas uma sessão no período da tarde e atração reduzida de público. No shopping do Morumbi, quatro pessoas assistiram à sessão das 14h20, incluindo duas amigas que elogiaram Melania e declararam apoio ao presidente americano.
A aposentada Sônia Pansera, presente na sessão ao lado delas, afirmou não ser fã nem detratora de Trump, porém assistiu ao filme por curiosidade. No bairro Bela Vista, seis espectadores compareceram a uma sessão às 16h, entre eles um crítico de cinema que avaliava a obra.
A fraca procura não é exclusividade da capital paulista. Em Londres, relatou o jornal The Guardian, a estreia também atingiu baixa venda de ingressos, evidenciando desinteresse global pela produção.
Procurada pelo g1, a Amazon MGM não retornou pedidos de esclarecimentos sobre a distribuição e estratégia do filme no Brasil até a conclusão desta reportagem. Nos cinemas paulistas, o documentário continuará com apenas uma sessão por dia na maioria dos locais, geralmente no período da tarde, nos próximos dias.
Na busca por ingressos para o fim de semana, verificou-se presença muito reduzida, com salas registrando poucos ou nenhum assento ocupado para as sessões de sábado (31) e domingo (1). Os dados confirmam que a estreia do filme sobre Melania Trump não alcançou ampla audiência em São Paulo.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com