Economia

O risco-país da Argentina caiu para 499 pontos-base

O risco-país da Argentina caiu para 499 pontos-base
  • Publishedjaneiro 27, 2026

O risco-país da Argentina caiu para 499 pontos-base nesta terça-feira (27), alcançando o menor nível em quase oito anos, o que pode viabilizar o retorno do país aos mercados internacionais de crédito. O índice foi registrado por volta das 14h (horário de Brasília) e representa uma queda em relação aos 510 pontos da segunda-feira (26).

A redução do risco-país está relacionada à compra diária de dólares pelo Banco Central da República Argentina (BCRA), à valorização dos títulos soberanos e à estabilidade política proporcionada pelo governo do presidente Javier Milei. Esses fatores contribuíram para a retomada da confiança dos investidores no mercado financeiro argentino.

O movimento encerrou uma resistência observada em sessões anteriores e reforçou a tendência de queda para patamares próximos a 450 pontos-base, nível comparável ao do Equador. Economistas destacam que essa queda pode facilitar uma nova operação de emissão de títulos internacionais.

Para o economista-chefe do Grupo SBS, Juan Manuel Franco, o fato de o Equador ter realizado recentemente uma captação no mercado internacional com taxas de 8,75% a 9,25% é um referencial para que o mercado avalie a possibilidade de a Argentina seguir o mesmo caminho. Ele ressalta, entretanto, que os dados serão acompanhados com cautela, pois os mercados ainda estão sujeitos a diversos fatores de risco.

O acúmulo de reservas internacionais pelo BCRA é considerado essencial para manter a taxa de juros em níveis competitivos em uma eventual emissão de dívida externa. Em janeiro, o Banco Central já acumulou compras de US$ 1,019 bilhão, totalizando reservas internacionais de aproximadamente US$ 45,74 bilhões segundo dados provisórios.

Além das intervenções cambiais, o cenário atual é sustentado pela emissão de debêntures corporativas, pelos juros elevados em moeda local e pela menor demanda por dólares do setor privado. Corretores afirmam que é fundamental manter o risco-país em torno de 500 pontos-base para continuar atraindo investimentos.

Essa redução no risco-país ocorre em meio ao contexto político liderado pelo presidente Javier Milei, que vem adotando políticas ultraliberais visando a estabilização econômica e o retorno da Argentina aos mercados financeiros externos.

Analistas e operadores financeiros monitoram os próximos passos do governo e as condições internacionais para avaliar o momento mais adequado para o país voltar a captar recursos no exterior. O resultado das ações até agora pode ser um indicativo de que a Argentina avança para uma nova fase de inserção no mercado global de crédito.

Palavras-chave: risco-país Argentina, mercado financeiro Argentina, Banco Central Argentina, reservas internacionais, títulos soberanos, Javier Milei, dívida externa Argentina, mercados internacionais, emissão de dívida, economia argentina.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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