O governo francês criticou a possibilidade de aplicação prov

O governo francês criticou a possibilidade de aplicação provisória do acordo de livre comércio entre União Europeia (UE) e Mercosul, assinado no último sábado (17), diante da decisão do Parlamento Europeu de levar o tratado ao Tribunal de Justiça da UE (TJUE) para análise. A discussão ocorre em meio a divergências políticas dentro do bloco europeu que podem atrasar a entrada em vigor do acordo.
Paris afirmou que aplicar o acordo antes da avaliação judicial desrespeitaria as regras democráticas da União Europeia. Maud Bregeon, porta-voz do governo francês, declarou que ignorar a decisão do Parlamento, que pediu revisão do texto pelo TJUE, seria inaceitável no atual cenário político. A Comissão Europeia mantém a possibilidade de aplicação provisória, mas não definiu nenhuma medida até o momento.
Em contrapartida, a Alemanha defende que a UE avance com a implementação do acordo para manter sua credibilidade internacional. O Ministério da Economia alemão afirmou que a assinatura do tratado foi uma demonstração importante para o mundo e que a continuidade do processo contribuirá para a confiança no bloco.
Na quarta-feira (21), o Parlamento Europeu aprovou o envio do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia para verificar sua conformidade com as normas jurídicas do bloco. A votação foi apertada, com 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções. Esse encaminhamento deve impedir a oficialização do acordo por vários meses até a conclusão da análise do TJUE.
Enquanto o tribunal examina o caso, a Comissão Europeia pode decidir pela aplicação provisória do tratado, que é o principal ponto de discordância política, principalmente com o governo francês. Caso o TJUE identifique irregularidades, o texto precisará ser ajustado, o que deve atrasar a aprovação final por pelo menos seis meses.
Caso o Tribunal não encontre problemas, o processo voltará ao Parlamento para uma nova votação antes que o acordo entre em vigor de forma definitiva. Até o momento, não há prazo definido para essa etapa.
O acordo firmado reúne os 27 países da União Europeia e os quatro países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – e cria a maior área de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores. O tratado prevê a eliminação de tarifas sobre mais de 90% das trocas comerciais entre os blocos.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, que ocupa a presidência temporária do Mercosul, considerou o acordo um marco histórico que reforça o compromisso com o comércio internacional, o diálogo e a cooperação entre os países. Segundo ele, a aproximação entre Europa e América do Sul oferece um caminho alternativo em um cenário global marcado por tensões.
Após mais de 25 anos de negociações, os líderes da União Europeia e do Mercosul celebraram a assinatura do acordo em Assunção, capital do Paraguai, destacando sua relevância para o comércio global.
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Fonte: g1.globo.com
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