Economia

Acordo de livre comércio ue

Acordo de livre comércio ue
  • Publishedjaneiro 22, 2026

O acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e os países do Mercosul deve entrar em vigor de forma provisória em março, caso o primeiro país do bloco sul-americano ratifique o pacto, informou um diplomata da UE à Reuters nesta quinta-feira (8). A aplicação provisória ocorre em meio a um questionamento no Tribunal de Justiça da União Europeia, que pode atrasar a implementação definitiva do acordo por até dois anos.

A decisão do Parlamento Europeu de encaminhar o acordo ao tribunal gerou preocupação sobre o cronograma para a ratificação. O diplomata indicou que o Paraguai deve ser o primeiro país a concluir esse processo, permitindo o início da vigência provisória em março. No entanto, a aprovação definitiva dependerá da análise judicial e da confirmação dos órgãos legislativos.

O acordo, assinado no último sábado após 25 anos de negociações, envolve Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Ele busca reduzir barreiras comerciais, equilibrar perdas causadas por tarifas dos Estados Unidos e diminuir a dependência da Europa em relação à China. Para empresários e governantes europeus, a demora na implementação pode afetar a competitividade e a economia do continente.

Tobias Meyer, CEO do grupo de logística DHL, afirmou que o atraso compromete empregos e prosperidade europeus. Ele defendeu que o acordo seja aplicado enquanto a decisão judicial está pendente, para evitar prejuízos econômicos. O chanceler alemão Friedrich Merz também criticou a decisão do Parlamento e reafirmou a importância do pacto para o crescimento da Europa.

Por outro lado, a França lidera críticas ao acordo, manifestando preocupações sobre o impacto na agricultura nacional. Produtores franceses de carne bovina, açúcar e aves alertam que a entrada de produtos sul-americanos a preços mais baixos pode prejudicar seus mercados. Manifestações organizadas em Paris contaram com o bloqueio de ruas e pontos turísticos, entre eles a Torre Eiffel.

Autoridades francesas argumentam que a implementação provisória do acordo seria uma violação democrática. Franck Sander, presidente da Confederação Geral da Beterraba (CGB), classificou a possibilidade como inaceitável. O governo francês mantém posição contrária, enquanto a Comissão Europeia informou que continuará o diálogo com governos e legisladores para avaliar os próximos passos.

A situação política complica a aplicação provisória, que pode enfrentar resistência tanto no Parlamento Europeu quanto nos países membros. Mesmo se adotada, a UE mantém o poder de suspender o acordo posteriormente, caso mudanças sejam necessárias. A movimentação ocorre em meio a tensões transatlânticas e debates sobre outras questões, como as reivindicações dos EUA sobre a Groenlândia.

Os líderes europeus discutem na quinta-feira em Bruxelas as relações internacionais e as estratégias para o fortalecimento do bloco. A implementação do acordo com o Mercosul permanece no centro do debate, com defensores afirmando que ele é crucial para a economia e críticos alertando para riscos setoriais e democráticos.

Palavras-chave: Acordo UE-Mercosul, livre comércio, ratificação, aplicação provisória, Paraguai, Tribunal de Justiça da União Europeia, Parlamento Europeu, Brasil, Argentina, Uruguai, Alemanha, França, agricultura, economia europeia, comércio internacional.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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