Economia

A arrecadação federal alcançou R$ 2,88 trilhões em

A arrecadação federal alcançou R$ 2,88 trilhões em
  • Publishedjaneiro 22, 2026

A arrecadação federal alcançou R$ 2,88 trilhões em 2025, maior valor registrado desde 1995, informou a Receita Federal nesta quinta-feira (22). O aumento ocorreu devido à ampliação da carga tributária e à expansão da economia brasileira ao longo do ano.

Em valores ajustados pela inflação, a receita subiu 3,75% em relação a 2024, passando de R$ 2,47 trilhões para mais de R$ 2,7 trilhões. O crescimento reflete uma série de medidas aprovadas pelo governo e pelo Congresso Nacional para elevar a arrecadação. Entre as principais ações estão a tributação de fundos exclusivos, a taxação de offshores e mudanças nos incentivos estaduais.

O governo também manteve o aumento dos impostos sobre combustíveis iniciado em 2023, reaplicou a reoneração gradual da folha de pagamentos e limitou os pagamentos de precatórios, que são decisões judiciais que obrigam o poder público a realizar pagamentos. Além disso, foram ampliadas as cobranças do IOF sobre crédito e câmbio, encerrados benefícios fiscais para o setor de eventos e instituído um imposto sobre encomendas internacionais.

Outra medida adotada no fim de 2025 foi o aumento da tributação sobre juros sobre capital próprio das empresas, fintechs e apostas, mas esse ajuste não impactou a arrecadação do ano passado.

Além do aumento na carga tributária, a Receita Federal atribuiu a alta arrecadação ao crescimento da economia, evidenciado pela evolução da produção industrial, comercialização de bens e serviços, aumento da massa salarial e incremento nas importações.

O governo vinha focando na ampliação da receita para tentar equilibrar as contas públicas e reduzir o déficit fiscal. Entretanto, o resultado oficial do balanço de receitas e despesas do setor público em 2025 ainda não foi divulgado. O arcabouço fiscal vigente prevê uma tolerância de 0,25 ponto percentual no orçamento, equivalente a cerca de R$ 31 bilhões, para flexibilizar o cumprimento das metas.

Além disso, outras exceções aprovadas pelo Legislativo aumentam o limite para o déficit público, incluindo R$ 500 milhões para projetos estratégicos, R$ 40,64 bilhões em precatórios e R$ 3,31 bilhões referentes a ressarcimentos a aposentados e pensionistas.

Com essas flexibilizações, o governo pode registrar um rombo nas contas públicas de até R$ 75,4 bilhões sem infringir formalmente as metas fiscais. Valores pagos em precatórios acima da estimativa, custos de projetos estratégicos e desvios no fundo social podem alterar esse montante.

Analistas econômicos apontam que o elevado volume de despesas fora da meta dificulta o equilíbrio fiscal do país. O Tesouro Nacional prevê déficits contínuos até 2027, mesmo considerando possíveis aumentos de impostos e o crescimento da dívida pública, indicador monitorado pelo mercado financeiro para avaliar a capacidade de pagamento do governo.

A combinação de medidas tributárias e a evolução econômica sustentaram o crescimento recorde da arrecadação em 2025, cenário que influencia as estratégias de gestão fiscal e o planejamento das contas públicas nos próximos anos.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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