Economia

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (20) com a

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (20) com a
  • Publishedjaneiro 20, 2026

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (20) com a atenção dos investidores voltada para as pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia e suas consequências para as relações comerciais com a Europa. A tensão ocorre em meio a ameaças de tarifas adicionais que podem impactar o mercado cambial e internacional.

Trump anunciou no sábado (17) que pretende impor uma tarifa de 10% sobre produtos importados de oito países europeus a partir de 1º de fevereiro de 2026. A medida seria uma resposta caso esses países se posicionem contra o plano dos EUA de comprar a Groenlândia, território ártico pertencente à Dinamarca. A tarifa poderá subir para 25% em junho do mesmo ano.

Os países-alvo das tarifas, França, Alemanha, Reino Unido, entre outros, avaliam medidas de retaliação comercial. A União Europeia pode aplicar tarifas de € 93 bilhões sobre produtos americanos ou restringir o acesso de empresas dos EUA ao mercado europeu. Fontes indicam que essa resposta pode incluir o uso do Instrumento Anticoerção, mecanismo de retaliação econômica do bloco.

O aumento das tensões ocorre em um momento em que líderes europeus classificaram as ameaças de Trump como inaceitáveis. A França lidera esforços para acionar o mecanismo mais duro de retaliação da UE. Ambos os lados buscam evitar um ruptura mais profunda que possa afetar a aliança militar ocidental.

Além do cenário político, os investidores acompanham o início do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Trump deve discursar nesta quarta-feira e tem previsto encontros para defender sua posição sobre o interesse estratégico na Groenlândia.

Também chama atenção hoje a audiência na Suprema Corte dos EUA da diretora do Federal Reserve, Lisa Cook, após uma tentativa de demissão proposta por Trump. O processo é visto como um teste para a independência do banco central americano.

No mercado financeiro brasileiro, o dólar acumula queda de 0,16% na semana e 2,27% no mês e no ano. Já o Ibovespa registra alta de 0,03% na semana e 2,31% no mês e no ano, abrindo a sessão às 10h.

O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, reduziu levemente a projeção de inflação para 2026, de 4,05% para 4,02%. As expectativas para os anos seguintes permaneceram estáveis. A Selic deve ser reduzida gradativamente, com previsão de 12,25% ao ano para o fim de 2026 e 10,50% para 2027.

Para o crescimento econômico, o PIB deve crescer 1,80% em 2026, diante dos cerca de 2,25% estimados para 2025. A cotação do dólar para o final do próximo ano deve ficar em R$ 5,50, segundo os economistas.

No exterior, a ausência dos mercados de Wall Street, fechados nesta segunda-feira por feriado, não impediu a divulgação de recuo nas bolsas europeias. O índice pan-europeu STOXX caiu 1,23%, com o CAC 40, de Paris, apresentando a maior queda, de 1,78%. O FTSE 100, de Londres, caiu 0,39%, e o DAX, de Frankfurt, recuou 1,34%.

Na Ásia, o desempenho foi misto. A economia chinesa mostrou o menor crescimento em três anos, o que influenciou indicadores locais. Os índices de Xangai e CSI300 fecharam em alta, enquanto Hang Seng e Nikkei recuaram. O Kospi da Coreia do Sul e o Taiex de Taiwan avançaram, e o Straits Times de Cingapura caiu.

O cenário global e os movimentos políticos, sobretudo relacionados às tensões comerciais entre EUA e Europa, devem continuar influenciando o comportamento do dólar e dos mercados nos próximos dias.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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