Entre os dez maiores importadores de café brasileiro

Imagem: s2-g1.glbimg.com

Entre os dez maiores importadores de café brasileiro, apenas Japão, Turquia e China ampliaram suas compras em 2025, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O Brasil exportou 40,049 milhões de sacas entre janeiro e dezembro, uma queda de 20,8% em volume frente a 2024, em meio a problemas climáticos e tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.

A redução das exportações para a maioria dos grandes compradores acompanha o impacto do tarifaço americano, especialmente sobre o café solúvel. As vendas para os Estados Unidos caíram 33,9% em 2025, fazendo com que o país perdesse a liderança no ranking de importadores. A Alemanha assumiu a primeira colocação, embora também tenha diminuído suas importações em 28,7%.

No contrafluxo, o Japão elevou em 19,4% suas compras, superando 2,6 milhões de sacas e ocupando o quarto lugar entre os maiores compradores. Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, esse crescimento se deve à recomposição de estoques após um período de compras reduzidas pelo país asiático.

A Turquia, sexta maior importadora de café brasileiro, aumentou suas aquisições em 3,26%. O crescimento é explicado pela demanda interna e pela redistribuição do produto a países da região enfrentando dificuldades, inclusive conflitos armados, conforme apontou Ferreira.

A China, tradicionalmente consumidora de chá, consolidou sua ascensão como consumidor de café ao comprar 19,49% mais café brasileiro em 2025, totalizando 1,1 milhão de sacas. O país ocupa atualmente a décima posição entre os importadores e é o sexto maior consumidor mundial, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Ferreira ressalta que a China prioriza o café arábica brasileiro e destaca o crescimento do consumo entre jovens chineses. Segundo ele, o consumo atual é modesto, mas deve aumentar significativamente nos próximos cinco a dez anos.

Apesar da queda em volume, a receita com exportações de café brasileiro atingiu valores recordes em 2025, impulsionada pela alta dos preços internacionais. O cenário é marcado por desafios climáticos que afetaram a produção, como também pela pressão tarifária dos Estados Unidos, que segue vigente para o café solúvel.

O setor acompanha ainda a possibilidade de mudança nos preços do café para 2026, que podem diminuir, mas dificilmente voltarão a níveis baixos, de acordo com especialistas. O equilíbrio entre oferta restrita e demanda crescente em mercados emergentes permanece como fator-chave para a dinâmica do comércio internacional do produto.

Palavras-chave para SEO: exportação de café, importadores de café, Brasil, Japão, Turquia, China, tarifaço dos EUA, produção de café, consumo de café, mercado internacional de café.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Sair da versão mobile