O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta segunda-feira (19) que os fundos de investimento, atualmente sob a regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), passem a ser fiscalizados pelo Banco Central (BC). A proposta surge após escândalos envolvendo o Banco Master e a gestora Reag, ambas liquidadas pelo BC por suspeitas de fraudes e vínculos com organizações criminosas.
Segundo Haddad, há uma sobreposição entre operações de fundos e o sistema financeiro, o que justificaria a ampliação do perímetro regulatório do Banco Central para incluir os fundos de investimento. Ele afirmou que o tema está em debate no Executivo, embora a posição expressa seja pessoal e não do governo.
O ministro citou que a integração da fiscalização contribuiria para maior controle sobre a contabilidade pública e produtos financeiros, como a conta remunerada e operações compromissadas. Além disso, ressaltou que essa abordagem é comum em modelos regulatórios de países desenvolvidos.
Haddad também comentou sobre a gestão da crise envolvendo o Banco Master, afirmando que o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, herdou problemas da administração anterior sob Roberto Campos Neto. Segundo ele, Galípolo tem adotado medidas rigorosas para resolver as irregularidades detectadas no banco.
O escândalo do Banco Master, que inclui fraudes para inflar artificialmente seu patrimônio, foi alvo da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Paralelamente, a Reag estava sob suspeita de ligação com a facção criminosa PCC, o que resultou em sua liquidação pelo Banco Central.
Em outra frente, o ministro Haddad comentou sobre os recentes aumentos de tributos pela gestão petista, tema que ganhou repercussão com a expressão “Taxad” nas redes sociais. Ele defendeu a taxação de offshores, fundos fechados, dividendos e apostas como uma forma de garantir a contribuição de segmentos mais abastados para o financiamento dos serviços públicos.
Haddad afirmou que a elevação da carga tributária brasileira em 2024, a mais alta em décadas, decorre da ampliação de impostos federais e estaduais. Ele destacou que essas medidas buscam maior justiça fiscal ao cobrar de quem antes não pagava impostos proporcionais à sua capacidade financeira.
O ministro listou outras mudanças tributárias desde o início do governo Lula, entre elas o aumento de impostos sobre combustíveis, a alteração na tributação de incentivos estaduais, e a elevação do IOF sobre crédito e câmbio. Ele também mencionou o fim de benefícios para setores específicos e o aumento dos juros sobre capital próprio das empresas.
Sobre seu futuro político, Haddad revelou estar em diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora mantenha a intenção de não se candidatar em 2026. Ele participa da equipe de campanha para a reeleição de Lula, enquanto o PT defende que dispute o governo de São Paulo. Haddad descreveu a conversa como inicial, sem definição final.
Em resumo, Fernando Haddad propõe que o Banco Central assuma a regulação e fiscalização dos fundos de investimento, buscando maior rigor e integração no sistema financeiro após casos de fraude envolvendo instituições liquidada pelo BC. Paralelamente, defende a ampliação da tributação sobre setores mais ricos como forma de reforçar o financiamento público, e mantém diálogo sobre seu papel político nas próximas eleições.
—
Palavras-chave para SEO: Fernando Haddad, Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários, fundos de investimento, Banco Master, Reag, Operação Compliance Zero, fraudes financeiras, tributação, carga tributária 2024, Lula, eleições 2026.
Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com