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O chope tornou-se parte do cotidiano carioca desde

O chope tornou-se parte do cotidiano carioca desde
  • Publishedjaneiro 16, 2026

O chope tornou-se parte do cotidiano carioca desde o início do século 19, quando a corte portuguesa chegou ao Rio de Janeiro em 1808 e introduziu o hábito de consumo da bebida no Brasil. Essa cerveja não pasteurizada, servida gelada e tirada na hora, integra a cultura local como elemento de convívio social, encontros entre amigos e torcida esportiva.

A bebida, que na Europa, sobretudo na Alemanha e na França, está mais associada ao tipo de recipiente do que à bebida em si, ganhou no Brasil significado próprio. No Rio de Janeiro, bares como o Bar Amarelinho, fundado em 1921, são ícones do chope, valorizado por um processo artesanal de refrigeração que garante o “colarinho cremoso” e o sabor característico. O local resistiu a transformações urbanas e momentos como a pandemia, atraindo políticos e artistas.

A fabricação de chope no país, inicialmente concentrada na região serrana para facilitar o controle da fermentação, evoluiu com a instalação das primeiras cervejarias por migrantes alemães a partir de 1824. A bebida era considerada artigo de luxo até o final do século 19, devido à importação de matéria-prima como o lúpulo e à falta de tecnologia local. O consumo popular se expandiu com o barateamento da produção a partir da Segunda Guerra Mundial e a consolidação do mercado brasileiro no fim do século 20.

O chope difere da cerveja pasteurizada pelo fato de não passar pelo processo que elimina microrganismos, preservando sabores e aromas que se perdem na pasteurização. Apesar de o líquido ser servido gelado, o que reduz a percepção sensorial do sabor, mantém-se a preferência nacional por essa bebida como refrescante, especialmente nas altas temperaturas do verão carioca, quando o consumo aumenta significativamente.

Além do Rio de Janeiro, o chope é apreciado em outras capitais brasileiras, seja em bares tradicionais ou em circuitos cervejeiros locais, mas é na cultura carioca que a bebida ganhou uma dimensão de estilo de vida que engloba socialização, paquera e torcida futebolística. A música popular também registrou essa presença, como na canção “Você não soube me amar”, da banda Blitz, que simboliza o chope como parte do cotidiano juvenil e da boemia urbana nas décadas de 1970 e 1980.

Hoje, o Brasil é o terceiro maior consumidor global de cerveja, ainda que a média anual per capita esteja abaixo da de países como a República Tcheca. O chope, com seu método tradicional de preparo e consumo, segue representando uma forma de sociabilidade brasileira, especialmente no Rio de Janeiro, onde permanece celebrado como mais que uma bebida, um componente importante da cultura local.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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