Entenda o que faz o preço do dólar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (15) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
A sessão começa com o mercado reagindo a uma combinação de fatos no Brasil e no exterior. No cenário doméstico, investigações envolvendo o sistema financeiro ganham peso, enquanto, fora do país, indicadores econômicos voltam ao radar dos investidores.
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▶️ No Brasil, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, com sede em São Paulo.
A empresa esteve no centro da segunda fase da Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14). O fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de mandados de busca e apreensão.
▶️ No exterior, os investidores acompanham a divulgação do pedido semanal de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. A expectativa é de alta nas solicitações, para 215 mil, após 208 mil registros na semana anterior.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,68%;
Acumulado do mês: -1,59%;
Acumulado do ano: -1,59%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +1,09%;
Acumulado do mês: +2,50%;
Acumulado do ano: +2,50%.
Agenda econômica
Vendas no varejo dos EUA
Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento de Comércio dos EUA, por meio do Census Bureau, as vendas do varejo americano subiram 0,6% em novembro. Em outubro, houve uma leve queda de 0,1%, após revisão dos números. O resultado superou a expectativa de economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam alta de 0,4%.
Esses dados medem o valor gasto com mercadorias, como roupas, eletrônicos e carros, e não consideram o efeito da inflação.
O aumento dos gastos, no entanto, não foi uniforme entre a população. As compras continuam sendo puxadas, em grande parte, por famílias de renda mais alta, enquanto consumidores de menor renda enfrentam dificuldades para lidar com o custo de vida mais elevado.
Quando se excluem itens mais voláteis, como automóveis, gasolina, materiais de construção e restaurantes, as vendas cresceram 0,4% em novembro, após alta de 0,6% em outubro. No terceiro trimestre, o consumo acelerou e respondeu por boa parte do crescimento anualizado de 4,3% da economia americana.
Preços ao produtor dos EUA
Já o Departamento do Trabalho dos EUA, por meio do Escritório de Estatísticas do Trabalho, mostrou que o índice de preços ao produtor avançou 0,2% em novembro, após alta de 0,1% em outubro. O resultado ficou em linha com a expectativa de economistas consultados pela Reuters.
Esse indicador mede a variação dos preços antes de os produtos chegarem ao consumidor final e costuma ser acompanhado como um sinal de pressão futura sobre a inflação.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, os preços ao produtor acumularam alta de 3,0% até novembro, acima dos 2,8% registrados em outubro.
A divulgação desses dados sofreu atrasos por causa da paralisação de 43 dias do governo norte-americano. Apesar disso, as informações sobre os preços ao produtor de outubro chegaram a ser coletadas, ainda que com atraso.
Livro Bege do Fed
O Livro Bege divulgado nesta quarta-feira pelo BC americano mostrou uma leve melhora em comparação à sua última divulgação. O documento indicou que a atividade econômica aumentou na maior parte dos EUA e o nível de emprego permaneceu praticamente inalterado.
“As perspectivas para a atividade futura foram ligeiramente otimistas, com a maioria esperando um crescimento leve a modesto nos próximos meses”, disse o Fed no relatório.
O documento ainda indicou que os preços cresceram a uma “taxa moderada” em todos os distritos, com exceção de dois, que relataram apenas um “leve” crescimento de preços.
Os dados devem ter pouco impacto sobre as expectativas para os juros americanos. A estimativa do mercado é que o Fed mantenha as taxas inalteradas em sua reunião de política monetária neste mês.
Bolsas globais
Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quarta-feira, enquanto investidores avaliavam balanços corporativos e dados econômicos.
Entre os destaques negativos estavam os papéis de tecnologia, conforme investidores passavam para áreas mais defensivas. Ações do setor financeiro também terminaram a sessão em baixa, após resultados trimestrais que dividiram opiniões entre analistas.
A maior perda ficou com o Nasdaq, que caiu 0,96%, aos 23.481,19 pontos. O S&P 500 perdeu 0,53%, aos 6.927,03 pontos, enquanto o Dow Jones recuou 0,07, para 49.158,62 pontos.
Já os mercados europeus fecharam mistos, com atenção voltada para uma reunião entre autoridades dos EUA, Groenlândia e Dinamarca sobre o futuro da ilha ártica.
As discussões giram em torno das tentativas do presidente Donald Trump de adquirir o território, apesar das negativas da Dinamarca e da Groenlândia e da menção do uso de força militar.
No fechamento, os mercados europeus tiveram desempenho misto. O STOXX 600 avançou 0,12%, enquanto o FTSE, de Londres, subiu 0,33%. Já entre as quedas, o DAX, de Frankfurt, recuou 0,50%, e o CAC 40, de Paris, caiu 0,12%.
Já as bolsas asiáticas fecharam mistas. Hong Kong avançou, enquanto os índices chineses recuaram após reguladores aumentarem exigências de margem para conter excesso especulativo, mesmo com volume recorde de negociações.
O dia também foi marcado por otimismo com inteligência artificial, impulsionando ações japonesas e levando o índice MSCI Ásia-Pacífico fora do Japão a um novo pico.
No fechamento, os índices registraram: Nikkei +1,48% (54.341 pontos), Hang Seng +0,56% (26.999 pontos), Xangai SSEC -0,31% (4.126 pontos), CSI300 -0,40% (4.741 pontos), Kospi +0,65% (4.723 pontos), Taiex +0,76% (30.941 pontos) e Straits Times +0,11% (4.812 pontos).
Notas de dólar.
Rick Wilking/Reuters
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com