Luísa Sonza lançou nesta sexta-feira (13) o álbum

Luísa Sonza lançou nesta sexta-feira (13) o álbum “Bossa sempre nova”, em parceria com Roberto Menescal e Toquinho, que apresenta uma interpretação fiel ao cancioneiro da bossa nova. O trabalho traz 14 faixas, entre standards do gênero e composições que valorizam a tradição musical dos anos 1960, distanciando-se do estilo contemporâneo da artista.
O disco resulta da coprodução de Roberto Menescal e Toquinho, que também participaram como músicos nas gravações. Menescal, de 88 anos, tocou violão e guitarra em oito das faixas, enquanto Toquinho contribuiu com violão, vocais e produção em seis músicas. A presença dos dois ícones da bossa nova confere ao álbum uma textura orgânica e uma reverência ao estilo clássico.
Luísa Sonza interpreta com fluência canções já consagradas, como “Carta ao Tom 74”, composta por Toquinho e Vinicius de Moraes, e “Samba de verão”, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle. A cantora demonstra destreza vocal em versões que privilegiam arranjos acústicos, com destaque para o violão e a sonoridade suave da bossa nova.
O disco inclui ainda releituras de “Águas de março” (Antonio Carlos Jobim), “Só tinha de ser com você” (Jobim e Aloysio de Oliveira) e “Consolação” (Baden Powell e Vinicius de Moraes). Essas faixas apresentam arranjos sob o comando de Menescal e Toquinho, com a participação de músicos como Ivani Sabino (baixo), Marco Pontes Caixote (piano) e Pedro Paulo D’Elia (bateria).
Em “Consolação”, o samba de influência afro aparece dentro do tom homogêneo do álbum, embora seja considerada a faixa menos marcante entre os standards. O disco também traz composições menos convencionais da bossa nova, como “Nós e o mar”, com arranjo de Menescal, que enfatiza uma melancolia compatível com os versos de Bôscoli, e “Triste” (Jobim), destacada pelo uso recorrente do saxofone de Alexandre Caldi.
A voz de Toquinho divide os vocais com Sonza em “Onde anda você?” (Hermano Silva e Vinicius de Moraes), e também aparece em “Tarde em Itapoã” (Toquinho e Vinicius de Moraes), que traz ainda o violão do músico. O álbum inclui uma parceria inédita de Sonza com Menescal, composição originalmente pensada para o quarto álbum autoral da cantora, “Um pouco de mim”. Essa faixa mantém coerência com o espírito do repertório da bossa nova, apesar de não fazer parte do conjunto dos standards.
O álbum encerra com “Diz que fui por aí” (Zé Ketti e Hortênsio Rocha), consolidando a mensagem de respeito de Luísa Sonza ao repertório clássico que consolidou o Brasil na cena musical global nos anos 1960. “Bossa sempre nova” se destaca por unir tradição e técnica vocal, apresentando a cantora em um registro distante das referências sonoras de sua geração.
A produção do álbum reforça o diálogo entre pastas e vozes da bossa nova, com enfoque em arranjos acústicos e uma abordagem minimalista, que privilegia a simplicidade rítmica e melódica do gênero. O trabalho sinaliza um diálogo entre gerações e demonstra a capacidade da artista de transitar por estilos além do pop contemporâneo.
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Fonte: g1.globo.com
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