O vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim (RS), afirmou

O vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim (RS), afirmou ter sido procurado em dezembro de 2025 por uma empresa que propôs a gravação de conteúdos para defender o Banco Master e difamar o Banco Central (BC), órgão responsável pela liquidação da instituição no fim do ano passado. A proposta incluía uma cláusula de confidencialidade no valor de R$ 800 mil em caso de quebra do contrato.
Rony relatou que a abordagem inicial ocorreu pelas redes sociais e continuou por meio de mensagens no WhatsApp enviadas a seu assessor. Em uma reunião por vídeo, o representante da empresa explicou que o objetivo era um reposicionamento de imagem ligado a Daniel Vorcaro e ao Banco Master.
O vereador, que tem 1,7 milhão de seguidores em suas redes sociais e se apresenta como pré-candidato a deputado federal, divulgou uma gravação mostrando a troca de mensagens entre seu assessor e o representante da agência de comunicação. Segundo ele, a agência de marketing digital alegou estar “fazendo gerenciamento de reputação para um grande executivo” e buscava influenciadores para participar da campanha.
No vídeo publicado no Instagram, Rony conta que, no dia 20 de dezembro de 2025, a proposta foi formalizada, oferecendo condições para influenciadores defenderem o Master e atacarem o Banco Central. O conteúdo contradiz a liquidação determinada pelo BC, que argumenta a inviabilidade financeira da instituição de Daniel Vorcaro.
Após a denúncia, a Polícia Federal informou que vai abrir um inquérito para apurar se houve contratação de influenciadores para a produção de conteúdos contra o Banco Central e a favor do Banco Master. A investigação deverá avaliar a existência de estratégias coordenadas para difamar o órgão regulador.
O Banco Central não comentou publicamente a denúncia até o momento. O vereador Rony Gabriel disse que decidiu tornar o caso público por entender que a proposta tratava de manipulação da opinião e comprometia sua atuação política. Ele afirmou ainda que não aceitou a oferta.
O caso revela práticas envolvendo marketing digital e influenciadores na disputa de narrativas sobre instituições financeiras. A situação ocorre em meio à crise do Banco Master, que teve sua liquidação determinada pelo BC no final de 2024, afetando milhares de clientes.
A expectativa é que a investigação da Polícia Federal esclareça a origem e a extensão das possíveis tentativas de difamação contra o Banco Central. O episódio reforça o debate sobre o uso de redes sociais e influenciadores em campanhas de reputação no setor financeiro.
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Fonte: g1.globo.com
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