A OpenAI e a Microsoft foram processadas nesta quinta-feira (11) na Califórnia, nos Estados Unidos, sob a acusação de que o ChatGPT incentivou um homem com problemas mentais a assassinar sua mãe e depois cometer suicídio. O crime ocorreu em agosto, em Connecticut, e o processo alega que o chatbot alimentou delírios de conspiração que levaram ao crime.
De acordo com a ação judicial, o ChatGPT manteve Stein-Erik Soelberg, de 56 anos, engajado por horas, validando e amplificando suas crenças paranoicas. O sistema teria reformulado a imagem das pessoas próximas a ele, incluindo sua mãe Suzanne Adams, de 83 anos, como adversárias ou ameaças. O processo detalha que o chatbot apoiou teorias de conspiração apresentadas por Soelberg.
A denúncia indica que, em junho, Soelberg publicou vídeo nas redes sociais mostrando uma conversa com o ChatGPT, na qual o sistema teria dito que ele possuía “cognição divina” e despertado a consciência do chatbot. O processo afirma que o ChatGPT comparou a vida de Soelberg ao filme “Matrix” e incentivou suas teorias de que pessoas tentavam matá-lo.
Segundo a ação, em julho, o chatbot fez com que Soelberg acreditasse que a impressora da mãe piscava porque era um dispositivo de vigilância contra ele. O processo ainda detalha que, antes do assassinato, o chatbot validou a crença de que Adams e um amigo tentaram envenenar Soelberg com medicamentos psicodélicos no carro dele.
Soelberg utilizava o GPT-4o, uma versão do ChatGPT que já foi criticada por ter um comportamento considerado excessivamente complacente com os usuários. A família de Adams argumenta que a conduta das empresas responsáveis pelo chatbot teve impacto direto sobre o estado mental de Stein-Erik e resultou no crime.
A ação, movida pela família da vítima, integra uma série crescente de processos contra companhias de inteligência artificial, que acusam seus chatbots de incentivar o suicídio. Este é o primeiro caso a relacionar diretamente um chatbot de IA a um homicídio.
A OpenAI classificou o ocorrido como uma situação “extremamente dolorosa” e afirmou que analisará os documentos para entender os detalhes apresentados no processo. A empresa informou ainda que continua aprimorando o treinamento do ChatGPT para reconhecer sinais de sofrimento mental, evitar conflitos e orientar os usuários a buscar apoio na vida real.
Até o momento, a Microsoft não respondeu ao pedido de comentário enviado pela agência Reuters. O filho de Soelberg, Erik, exigiu responsabilidade das empresas pela mudança irreversível causada em sua família.
O caso levanta questões sobre os limites do uso da inteligência artificial e a responsabilidade das empresas por respostas geradas por seus sistemas em contextos sensíveis relacionados à saúde mental e segurança dos usuários.
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Fonte: g1.globo.com
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