O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (5) dados do Censo 2022 que revelam que 64% dos moradores em favelas e comunidades urbanas vivem em vias sem árvores. A pesquisa destaca as condições das vias e o impacto na qualidade de vida nesses territórios.
Segundo o IBGE, mais de 10 milhões de pessoas residem em ruas desprovidas de árvores dentro das favelas, enquanto 5,7 milhões vivem em áreas com arborização. Fora dessas localidades, a ausência de árvores em vias atinge 31% da população.
O estudo aponta que a presença de árvores é muito menor em áreas como Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, onde apenas 3,5% dos moradores têm ao menos uma árvore na via. Na cidade do Rio fora das favelas, essa proporção é de 26%. Entre as maiores favelas, as comunidades Sol Nascente (Distrito Federal), Zumbi dos Palmares/Nova Luz e Grande Vitória (ambas em Manaus) apresentam os melhores índices de arborização, com 71%, 58% e 46% respectivamente.
A pesquisa também avaliou a acessibilidade das calçadas nas 20 maiores favelas. Apenas 2,4% dos moradores vivem em áreas com calçadas sem obstáculos e rampas. Na Rocinha (Rio de Janeiro) e na Grande Vitória (Manaus), o índice é inferior a 0,5%. Já em comunidades como Vila São Pedro (São Bernardo do Campo) e Baixadas da Estrada Nova Juruna e Baixada da Condor (Belém), a proporção supera 5%. Para comparação, fora das favelas, 22% dos brasileiros têm calçadas livres de barreiras.
A pavimentação é outro aspecto destacado. Enquanto 78% dos moradores em favelas têm vias pavimentadas, o índice chega a 92% fora dessas áreas. A capacidade das vias para tráfego de veículos de grande porte também é menor em favelas, com 62% de moradores vivendo em vias que comportam caminhões e ônibus, contra mais de 93% fora desses territórios.
Essa limitação afeta diretamente a prestação de serviços públicos essenciais, como coleta de lixo e atendimento de ambulâncias, segundo o IBGE. A gerente de Favelas e Comunidades Urbanas do órgão, Leticia Giannella, afirmou que a análise específica das áreas de favela permitiu evidenciar desigualdades socioespaciais com base em um mesmo questionário aplicado dentro e fora desses territórios.
O levantamento reforça a importância de políticas públicas direcionadas às demandas específicas das favelas e comunidades urbanas, visando melhorar a infraestrutura e o acesso a serviços fundamentais para seus moradores.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com