O cantor e compositor Marcelo Jeneci lançou em

O cantor e compositor Marcelo Jeneci lançou em 28 de novembro o álbum “Solo – Ao vivo”, gravado durante apresentação no Teatro Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro. O disco registra um show solo no qual Jeneci toca sanfona, teclados e canta, explorando repertório próprio e revisitando obras de outros artistas.
“Solo – Ao vivo” é o sexto álbum da discografia de Jeneci e o primeiro registro audiovisual do artista em carreira iniciada em 2010. O músico definiu o projeto como “um mergulho no som, no silêncio, em mim”, destacando a sutileza e o caráter intimista do espetáculo.
No repertório, além de composições autorais, chama atenção a regravação da música “Fazenda Santo Antônio”, de Jorge de Altinho, que marca um momento de introspecção do álbum. A canção traz à tona a infância na cidade de Altinho, Pernambuco, local que também tem relação pessoal com Jeneci, que viveu parte de sua infância no estado nordestino.
O álbum inclui ainda a faixa “Como dois animais” (1982), de Alceu Valença, que aparece sob o título abreviado “Dois animais”. A escolha demonstra o diálogo de Jeneci com a música popular nordestina, reforçando suas raízes culturais.
O registro solo apresenta versões acústicas de sucessos como “Amado” (Jeneci e Vanessa da Mata, 2007) e “Felicidade” (Jeneci e Chico César, 2010). Embora mais simples que as versões de estúdio, essas interpretações evidenciam a capacidade vocal e instrumental do cantor.
Outra faixa de destaque é a interpretação com duração aproximada de dez minutos da música “Feito pra acabar” (Jeneci, José Miguel Wisnik e Paulo Neves, 2010), originalmente lançada no álbum homônimo com arranjo orquestral detalhado. No álbum ao vivo, a peça ganha um tratamento mais direto e íntimo.
O trabalho também acrescenta duas composições inéditas à obra de Jeneci: “A chuva”, em parceria com Arnaldo Antunes, e “Fome do metal”, coautoria com Jonas Sumaúma. Essa última remete a sonoridades e temas ligados ao ambiente do sertão nordestino.
Apesar do conteúdo e da qualidade musical, o álbum foi lançado com pouca divulgação fora do círculo de fãs e do meio artístico, refletindo as dificuldades do mercado para produções independentes ou menos comerciais.
“Solo – Ao vivo” reforça a versatilidade de Marcelo Jeneci como músico e intérprete. O projeto evidencia sua habilidade em conduzir um show solo com múltiplos instrumentos e oferece uma perspectiva distinta sobre seu repertório.
O álbum também revela o comprometimento do artista com suas origens culturais, especialmente ao revisitar canções relevantes do universo musical nordestino. Essa conexão contribui para a identidade artística de Jeneci.
Em suma, o lançamento serve como registro de um momento particular na carreira de Marcelo Jeneci, mostrando uma faceta mais introspectiva e despojada do músico. O disco mantém relevância para quem acompanha a música popular brasileira contemporânea.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com