Evellyn Nicole, engenheira de inteligência artificial de 22 anos, atua no desenvolvimento de agentes de IA em uma empresa do setor elétrico, área que cresce no Brasil e no mundo devido à automação de processos e ganhos em eficiência. Profissionais da área destacam que a demanda por especialistas tende a crescer a mais de 20% ao ano, enquanto as empresas investem cada vez mais na criação desses sistemas.
Agentes de inteligência artificial são programas capazes de executar tarefas com autonomia, como fazer reservas, realizar compras e automatizar atendimento. Eles operam baseados em grandes modelos de linguagem, semelhantes ao ChatGPT, e são aplicados para melhorar produtividade, reduzir custos e aprimorar experiências tanto internamente quanto para consumidores finais.
A remuneração na área varia conforme a posição e o domínio técnico, com engenheiros de IA podendo receber entre R$ 19,5 mil e R$ 27,1 mil, segundo o Guia Salarial 2026 da Robert Half. No mercado geral da inteligência artificial, os salários em regime CLT oscilam de R$ 3,5 mil a R$ 20 mil, conforme levantamento da Catho. Evellyn, apesar de não revelar seu salário, afirma estar satisfeita com a remuneração.
A área ainda enfrenta escassez de profissionais qualificados, o que amplia a valorização daqueles que dominam a tecnologia e contribuem para o avanço dos agentes de IA. João Gama, técnico em análise júnior de 19 anos, desenvolveu um agente que automatiza a inspeção da frota em uma locadora de veículos, exemplificando o impacto prático dessas ferramentas no ambiente corporativo.
O mercado de agentes de IA é recente e conta com pouca formalização de cargos específicos, mas deve registrar crescimento na criação dessas funções nos próximos meses. Segundo o vice-presidente de pessoas do iFood, cargos relacionados ao trabalho com agentes de IA ganharão definição oficial em breve, atendendo à necessidade oriunda dos investimentos em inovação tecnológica.
Os desafios da profissão incluem o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas, a escassez de materiais educacionais no país e a necessidade de supervisão humana para lidar com falhas chamadas “alucinações” da IA, que geram respostas incorretas ou inconsistentes. Para atuar na área, é importante dominar linguagens de programação como Python, compreender fundamentos de aprendizado de máquina e análise de dados, além de desenvolver perfil analítico e crítico.
Formações acadêmicas em inteligência artificial, com pós-graduação ou mestrado em alguns casos, são valorizadas. A participação em eventos como hackathons e encontros de IA também contribui para o aprendizado prático e o networking profissional.
Apesar das dúvidas iniciais de familiares e do mercado, como no caso da família de Evellyn, o setor demonstra espaço para crescimento e oportunidades. Profissionais destacam que o trabalho com agentes de IA pode oferecer equilíbrio entre vida pessoal e profissional, ao possibilitar formatos híbridos ou remotos.
Em resumo, a criação de agentes de IA emerge como uma área promissora no cenário tecnológico brasileiro, com demandas crescentes, salários competitivos e desafios associados à inovação e à rápida evolução da inteligência artificial.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

