Chen Zhi, empresário de 37 anos, é acusado de liderar

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Chen Zhi, empresário de 37 anos, é acusado de liderar um esquema de fraudes que movimentou cerca de US$ 14 bilhões em criptomoedas e envolveu tortura e extorsão de trabalhadores no Camboja. As acusações foram oficializadas em outubro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que também realizou o maior confisco de criptomoedas da história, bloqueando bitcoins vinculados ao empresário.

Natural da província chinesa de Fujian, Chen migrou para o Camboja em 2010, buscando oportunidades no mercado imobiliário local, então em rápido crescimento. Em 2014, naturalizou-se cambojano e fundou, em 2015, o Grupo Prince, investimento focado em empreendimentos imobiliários, bancos e infraestrutura. A empresa é proprietária de hotéis, shoppings e projetos urbanos, além de operar o Banco Prince.

Entre 2017 e 2023, Chen atuou como assessor de autoridades cambojanas de alto escalão, incluindo o ex-primeiro-ministro Hun Sen e seu filho Hun Manet, atual chefe do governo. Por meio desses vínculos, o empresário ampliou sua influência, apesar de sua atuação discreta e poucas aparições públicas.

Relatórios das autoridades americanas e britânicas indicam que Chen gerenciava uma complexa rede de fraudes online, incluindo sextorsão, lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de pessoas visando a exploração e tortura de trabalhadores forçados a operar golpes cibernéticos. Essas atividades ilegais, concentradas principalmente em complexos como o Parque Científico e Tecnológico Golden Fortune, tinham impacto global, envolvendo vítimas de várias nacionalidades.

A ascensão do Grupo Prince ocorreu paralelamente a uma bolha imobiliária e de jogos ilegais em regiões como Sihanoukville, que entrou em colapso em 2019 após proibição das apostas online. Mesmo com a crise, Chen continuou investindo em propriedades no exterior, incluindo mansões em Londres e imóveis em Nova York, além de adquirir passaportes de Cidadania por Investimento, expandindo seu alcance internacional.

As sanções aplicadas pelos Estados Unidos e Reino Unido incluem o congelamento de bens e o bloqueio de contas vinculadas a Chen e associados, além de restrições a 128 empresas relacionadas ao esquema. Países da região, como Coreia do Sul, Singapura e Tailândia, iniciaram investigações contra subsidiárias do Banco Prince em seus territórios.

O governo cambojano, pressionado pela repercussão internacional, limitou-se a pedir que as autoridades estrangeiras apresentem evidências substanciais para as acusações. No entanto, o histórico de colaboração entre Chen e a elite política local dificulta o distanciamento do empresário.

Desde o anúncio das sanções, Chen Zhi não foi localizado, levantando dúvidas sobre seu paradeiro. O caso expõe desafios globais no combate a crimes cibernéticos e fraudes financeiras, especialmente envolvendo criptomoedas e redes transnacionais.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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