O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (6) o adiamento para 1º de novembro da aplicação de uma tarifa de 25% sobre caminhões médios e pesados importados, ampliando o alcance da medida a veículos de porte médio. A decisão faz parte de sua estratégia para proteger a indústria americana da concorrência estrangeira.

Originalmente prevista para 1º de outubro, a tarifa agora atinge caminhões de diferentes categorias, incluindo veículos de entrega, lixo, serviços públicos, ônibus urbanos, escolares, articulados, semirreboques e veículos industriais pesados. Trump justificou a cobrança com o argumento de segurança nacional e proteção contra a “concorrência externa desleal”.

Fabricantes americanos como Peterbilt, Kenworth e Freightliner foram citados como beneficiados pela tarifa. O governo dos EUA mantém acordos com Japão e União Europeia que prevêem tarifas de 15% para veículos leves, mas ainda discute a aplicação de alíquotas semelhantes para veículos maiores.

Além disso, produtores receberam autorização para deduzir o valor dos componentes fabricados nos EUA das tarifas aplicadas a veículos leves montados no Canadá e México. Os caminhões de maior porte, no entanto, seguem sob a nova regra de tarifa de 25%.

O México é o principal fornecedor de caminhões médios e pesados para o mercado americano. Dados do governo indicam que as importações desses veículos triplicaram desde 2019, chegando a cerca de 340 mil unidades. O tratado comercial da América do Norte (USMCA) estabelece que caminhões podem ser isentos de tarifas se 64% do valor vier de componentes, matérias-primas ou mão de obra da região.

A medida preocupa montadoras como a Stellantis, dona da Chrysler, que produz caminhões da marca Ram e vans comerciais no México. A empresa tem realizado lobby para evitar tarifas elevadas sobre seus veículos fabricados fora dos EUA.

O Grupo Volvo, da Suécia, está investindo US$ 700 milhões na construção de uma fábrica de caminhões pesados em Monterrey, no México, com previsão de início em 2026. O país abriga 14 fabricantes e montadoras de ônibus, caminhões e cavalos mecânicos, além de duas fábricas de motores, números que correspondem à capacidade industrial mexicana segundo a Administração de Comércio Internacional dos EUA.

O México se posicionou contra as novas tarifas, informando ao Departamento de Comércio dos EUA que seus caminhões exportados contêm, em média, 50% de componentes norte-americanos, como motores a diesel. Em 2024, os EUA importaram quase US$ 128 bilhões em peças de veículos pesados do México, o equivalente a cerca de 28% das importações americanas na área.

Em meio às discussões, Donald Trump realizou uma ligação telefônica com o presidente Lula para tratar do tema das tarifas, reforçando o diálogo entre as duas nações.

A nova tarifa sobre caminhões médios e pesados representa uma ampliação das medidas protecionistas adotadas pelo governo Trump para fortalecer a indústria nacional, mas levanta preocupações sobre o impacto no comércio e na cadeia produtiva entre os Estados Unidos e seus principais parceiros comerciais, especialmente o México.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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