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A União Europeia (UE) anunciou a partir de 1º de

A União Europeia (UE) anunciou a partir de 1º de
  • Publishedjulho 1, 2026

A União Europeia (UE) anunciou a partir de 1º de junho a cobrança de uma taxa fixa de 3 euros sobre importações de comércio eletrônico de baixo valor, com o objetivo de conter a concorrência considerada desleal de plataformas como Shein, Temu e AliExpress. A medida busca equilibrar as condições entre empresas europeias e estrangeiras diante do aumento expressivo de produtos ultrabaratos entrando no mercado europeu, principalmente vindos da China.

A taxa será aplicada para cada classificação aduaneira dentro de uma remessa, o que significa que um pacote contendo vários tipos de itens poderá ser tarifado múltiplas vezes. O limite anterior para isenção era de 150 euros, vigente desde 2008, mas o crescimento acelerado das importações sob essa isenção levou à revisão da regra. Estima-se que as encomendas isentas saltarão de 1,4 bilhão em 2022 para 5,8 bilhões em 2025.

O Parlamento Europeu, representado pelo legislador Dirk Gotink, destacou que “a isenção foi explorada e utilizada indevidamente em escala industrial para criar uma vantagem competitiva às custas das empresas da UE”. A Comissão Europeia afirmou que a nova taxa ajudará a reduzir o impacto financeiro sobre as alfândegas e a enfrentar os riscos relacionados à entrada de mercadorias não fiscalizadas no bloco.

Antes da implementação da taxa comunitária, alguns Estados-membros já haviam estabelecido cobranças nacionais similares, que deverão ser descontinuadas para unificar as regras em toda a UE. A medida tem validade até 1º de julho de 2028, quando a recém-criada Autoridade Aduaneira da UE deverá iniciar suas operações, momento em que as tarifas alfandegárias padrão passarão a ser aplicadas conforme o tipo de produto.

Além da taxa, a UE planeja tornar obrigatória, a partir de 1º de novembro de 2026, a exigência de fornecimento de dados de referência sobre os produtos importados, o que visa melhorar a rastreabilidade e o controle. Também está prevista a criação de uma taxa de processamento para ajudar as autoridades aduaneiras a lidar com o aumento do volume de encomendas, embora o valor dessa taxa ainda não tenha sido definido.

O setor varejista europeu reclama que os produtos importados frequentemente não atendem aos padrões exigidos pelo bloco, o que foi confirmado por inspeções realizadas em 2025, que identificaram que mais de 60% dos itens importados apresentavam problemas como ingredientes proibidos, ausência de rótulos adequados ou documentação de segurança insuficiente. Essas condições dificultam a fiscalização e geram riscos para os consumidores.

Representantes do comércio europeu alertam que, embora a taxa seja paga pelo importador, as plataformas podem repassar os custos aos consumidores, o que pode levar a aumentos nos preços dos produtos. Algumas empresas já consideram abrir mais centros de distribuição no interior da UE para facilitar a logística e evitar a nova tributação.

O AliExpress informou que passará a exibir nos produtos o aviso “Preço inclui tarifas e IVA” quando aplicável, além de fornecer uma discriminação dos encargos antes da finalização da compra. A Amazon divulgou que 97% de suas remessas na UE no ano passado foram realizadas a partir de armazéns dentro do bloco e que os encargos de importação para produtos enviados de fora serão claramente apresentados aos consumidores. Nem Shein nem Temu emitiram posicionamento oficial até o momento.

A iniciativa da UE acompanha movimentos similares em outros países, como os Estados Unidos e o Reino Unido, que também eliminaram isenções para importações de baixo valor. No Brasil, por outro lado, a chamada “taxa das blusinhas” foi zerada em 2024, depois de quase dois anos em vigor.

A nova taxa representa uma mudança significativa na política aduaneira da UE para o comércio eletrônico, na tentativa de proteger o mercado interno contra práticas comerciais consideradas desleais e garantir maior segurança e conformidade das mercadorias que entram no continente.

Palavras-chave relacionadas: União Europeia, taxa sobre importações, comercio eletrônico, Shein, Temu, AliExpress, taxa das blusinhas, política aduaneira, importações de baixo valor, comércio internacional, alfândega, legislação europeia, barreiras comerciais, concorrência desleal, varejo europeu.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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