O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (26) em queda

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (26) em queda, recuando 0,05% e sendo cotado a R$ 5,1749, diante da expectativa pelos dados de emprego de maio divulgados pela Pnad, que devem indicar sinais sobre a atividade econômica e influenciar a política monetária do Banco Central (BC). As negociações do Ibovespa começam às 10h, com o setor de tecnologia no centro das atenções em meio a dúvidas sobre os retornos das empresas e os altos investimentos em inteligência artificial.
O Pnad, divulgado pelo IBGE, apresenta dados que podem direcionar as próximas decisões do BC no controle dos juros. O mercado financeiro acompanha ainda a prévia da inflação, que em junho registrou alta de 0,41% no IPCA-15, acumulando 4,80% em 12 meses, valor acima do teto da meta de inflação de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para 2026.
Entre os grupos que mais contribuíram para a inflação, o de Alimentação e bebidas subiu 0,74%, e Habitação, 0,72%, juntos responsáveis por cerca de dois terços da alta no período. A alta nos alimentos foi puxada por carnes, pães, leite e frutas, legumes e verduras, com parte explicada pela sazonalidade e outro fator pelo aumento das exportações de carnes para a China.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor pessoal (PCE) avançou 4,1% em maio, superando 4% pela primeira vez em três anos. Retirando alimentos e energia, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,4%, acima dos 3,3% de abril. O Federal Reserve mantém a meta de inflação em 2%, mas sinaliza possíveis aumentos de juros, dependendo da persistência da pressão inflacionária.
O aumento dos preços da energia, afetados pelo conflito no Oriente Médio, eleva a atenção do banco central americano. Entretanto, a queda recente dos preços do petróleo e dados econômicos que indicam resiliência no consumo americano alimentam expectativas de desaceleração da inflação sem aumento intenso dos juros. A economia dos EUA cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa inicial de 1,6%, o que mantém o risco de alta dos juros ainda este ano.
Nas bolsas asiáticas, a sexta-feira foi marcada por quedas generalizadas, lideradas pelo setor de tecnologia. O índice CSI 300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzen, caiu 3,03%. O índice SSEC de Xangai teve baixa de 2,26%. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,76%. O Nikkei, do Japão, caiu 4,15%, e o Kospi, da Coreia do Sul, perdeu 5,81%.
No Brasil, o dólar acumulou alta de 0,71% na semana, 3,16% no mês e queda de 5,23% no ano. O Ibovespa registrou avanço de 1,29% na semana, recuo de 1,89% no mês e alta de 5,82% no acumulado do ano.
O mercado segue atento às notícias globais e domésticas para ajustar posições, com o cenário financeiro influenciado por indicadores econômicos e decisões dos bancos centrais, que pesam nas expectativas de juros e investimentos.
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Palavras-chave:
dólar, câmbio, Pnad, emprego, inflação, IPCA-15, Banco Central, juros, Ibovespa, mercado financeiro, Federal Reserve, inflação americana, bolsas asiáticas, setor de tecnologia, energia, economia dos EUA
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com