Economia

O Banco Central decretou nesta sexta-feira (26) a

O Banco Central decretou nesta sexta-feira (26) a
  • Publishedjunho 26, 2026

O Banco Central decretou nesta sexta-feira (26) a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., com sede em São Paulo, devido a irregularidades e problemas financeiros identificados pela autoridade monetária. A medida encerra as atividades da instituição sem passar por um processo tradicional de recuperação.

De acordo com o Banco Central, a Sefer apresentava situação financeira comprometida e cometeu graves violações das normas que regem instituições do setor financeiro. Além disso, a autoridade informou que continuará as investigações para apurar responsabilidades, podendo aplicar sanções administrativas e encaminhar informações para outros órgãos competentes.

Com a decisão, os bens dos controladores e dos ex-administradores da Sefer ficaram indisponíveis a partir desta sexta-feira. O Banco Central destacou que a participação da Sefer no Sistema Financeiro Nacional é pequena, representando menos de 0,0004% dos ativos e cerca de 0,17% dos recursos administrados de terceiros.

A Sefer Investimentos foi fundada em 1994 e é controlada pela holding Sefer Participações em Instituições Financeiras Ltda. A empresa oferece serviços como administração de fundos, custódia de ativos, distribuição de investimentos e gestão de recursos. Em seu site, destaca ter mais de 30 anos de atuação, administrando bilhões de dólares em ativos para dezenas de fundos de investimento.

A distribuidora está associada à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) desde 2005 e afirma seguir os códigos de autorregulação do mercado de capitais. No entanto, a entidade registra que a Sefer já foi alvo de procedimento administrativo por irregularidades, encerrado em 2017.

Antes da liquidação, a Sefer foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em janeiro deste ano. A investigação apura um esquema de fraude bilionária envolvendo fundos e corretoras de investimento, liderado pelo Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na época da operação, todos os investigados negaram as irregularidades. A Sefer afirmou que não praticou atos ilícitos e que atua exclusivamente na gestão e administração de recursos de terceiros, sem conceder crédito com recursos próprios.

Além disso, a Sefer foi citada como uma das principais credoras no pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor. O conglomerado declarou dever cerca de R$ 430 milhões à corretora, mas a Sefer contestou essa informação, afirmando não ser credora do grupo.

A liquidação extrajudicial marca o encerramento das atividades da Sefer sob supervisão direta do Banco Central, enquanto as investigações seguem em andamento para esclarecer as responsabilidades envolvidas no caso.

Palavras-chave relacionadas: Banco Central, Sefer Investimentos, liquidação extrajudicial, Operação Compliance Zero, Polícia Federal, mercado financeiro, fraudes financeiras, Banco Master, recuperação judicial, Grupo Fictor, ANBIMA, Sistema Financeiro Nacional.

Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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