Economia

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (25)

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (25)
  • Publishedjunho 25, 2026

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (25) a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga uma fraude bilionária na Americanas. A investigação estima um prejuízo de cerca de R$ 54 bilhões, segundo laudos técnicos periciais.

Entre os alvos da operação estão Paulo Alberto Lemann, filho do acionista de referência da Americanas Jorge Paulo Lemann; Carlos Alberto da Veiga Sicupira, sócio fundador da 3G Capital; Eduardo Saggioro Garcia, conselheiro da empresa; além de executivos ligados a instituições financeiras que mantinham relações com a companhia.

Paulo Alberto Lemann atuou como conselheiro de administração da Americanas e deixou o cargo em setembro de 2024, quando acionistas indicaram novos membros para o conselho. Seu pai, Jorge Paulo Lemann, apesar de acionista de destaque, não está entre os investigados.

Carlos Alberto Sicupira, conhecido como Beto Sicupira, é um dos sócios fundadores da 3G Capital e também investidor de referência da varejista. Ele tem uma fortuna estimada em US$ 6,9 bilhões, conforme dados da Forbes, com grande parte ligada às suas ações na cervejaria AB InBev.

Eduardo Saggioro Garcia é apontado como operador direto do trio 3G Capital, formado por Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Garcia é sócio da holding LTS, do grupo, e integra o conselho da Americanas, tendo sido reconduzido em 2024 após a reestruturação do conselho de administração.

Além deles, a Polícia Federal investiga executivos do Itaú Unibanco, Bradesco e Santander, que teriam relação com as fraudes contábeis. Os nomes citados incluem José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano (Itaú), Carlos Henrique Villela Pedras (Bradesco), além de André Juaçaba de Almeida e Alexandre Lian Abdo (Santander).

A Operação Disclosure busca apurar irregularidades contábeis que foram reveladas em 2023, as quais impulsionaram a crise na Americanas. O escândalo levou à revisão das demonstrações financeiras e gerou impacto no mercado.

Em nota, a Americanas informou que não foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta fase da operação e que continuará colaborando com as investigações. A empresa ressaltou que o foco da ação da PF e do Ministério Público é a fraude contábil já divulgada no ano anterior.

“O Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos”, disse a nota oficial.

A segunda fase da Operação Disclosure prossegue com apreensões e buscas que visam reunir provas sobre o esquema investigado. A expectativa é que novos desdobramentos e informações sejam divulgados nos próximos dias.

A Polícia Federal mantém sigilo sobre detalhes operacionais, mas reforça que o alcance da operação busca esclarecer a responsabilidade e coibir práticas ilícitas no ambiente corporativo.

A fraude contábil na Americanas, apontada como uma das maiores do país, afetou diretamente investidores, credores e o mercado varejista, resultando em danos financeiros de grande magnitude.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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