O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (22)

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (22) em queda, cotado a R$ 5,1582 próximo das 9h, influenciado por fatores externos como as negociações entre os Estados Unidos e o Irã. As operações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começaram às 10h, refletindo o cenário global.
As tensões entre EUA e Irã aumentaram no fim de semana após acusações do Irã contra Israel por ataques ao Líbano, que teriam violado um acordo prévio. Apesar disso, as conversas diplomáticas entre Washington e Teerã na Suíça avançam, contribuindo para a estabilidade nos preços do petróleo. Por volta das 9h, o barril do Brent caiu 1,86%, sendo negociado a US$ 79,07, enquanto o WTI recuou 0,90%, para US$ 75,17.
Também estava em análise a renúncia do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, pressionado por derrotas nas eleições locais de maio. Ele permaneceu no cargo temporariamente até a escolha de um novo líder. Além disso, as eleições da Colômbia chamavam a atenção dos investidores, após a vitória do candidato de direita Abelardo de la Espriella no segundo turno com 49,7% dos votos, que promete reformas fiscais e cooperação com os EUA no combate ao crime organizado.
Na agenda econômica, dados de inflação previstos para o Brasil e os EUA e índices de gerentes de compras (PMIs) em vários países devem ser divulgados durante a semana, reforçando a atenção dos mercados. O Banco Central brasileiro também deve publicar a ata da última reunião de política monetária, além de dados de emprego.
No mercado cambial, o dólar acumula alta de 2,04% na semana e 2,44% no mês, mas registra queda de 5,89% no acumulado do ano. O Ibovespa apresenta perdas de 1,64% na semana e 3,14% no mês, com alta de 4,47% no acumulado anual.
Na última quarta-feira (17), EUA e Irã assinaram um memorando de entendimento com 14 pontos que estabelece concessões mútuas, incluindo a suspensão de sanções americanas e garantias para que Teerã não desenvolva armas nucleares. O acordo inicial permite um prazo de negociação de 60 dias para um acordo definitivo, podendo ser prorrogado por mais 60 dias. Até o momento, há manutenção do status quo: o Irã mantém seu programa nuclear e os EUA não impõem novas sanções ou ampliam sua presença militar na região.
A reunião marcada para sexta-feira (19) na Suíça com EUA, Irã, Paquistão e Catar foi cancelada pelo governo suíço, adiando discussões importantes sobre o programa nuclear iraniano, questões no Líbano e regras para o Estreito de Ormuz.
A guerra no Oriente Médio afetou a economia global ao interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, elevando o preço da commodity e pressionando os custos dos combustíveis. Isso aumentou preocupações com a inflação em diversos países e impulsionou o dólar pela maior aversão ao risco nos mercados financeiros. Economistas monitoram agora os sinais de normalização econômica e de mercado após o conflito.
Nos mercados globais, a Europa teve destaque para a renúncia de Keir Starmer. Por volta das 9h, o FTSE 100 do Reino Unido subia 0,48%, o DAX alemão avançava 0,03%, e o Ibex 35 espanhol subia 0,56%. O CAC-40 francês registrava queda de 0,44%. Na Ásia, os mercados fecharam mistos; o índice CSI 300, com as maiores empresas de Xangai e Shenzen, subiu 2,4%, alcançando o maior nível desde dezembro de 2021. O índice de Xangai (SSEC) avançou 1,8%, enquanto o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,7% e o japonês Nikkei subiu 1,6%.
Na China, o Banco do Povo manteve as taxas de juros inalteradas pelo 13º mês consecutivo, conforme esperado pelo mercado, sinalizando política monetária estável.
O cenário aponta para uma volatilidade moderada das moedas e dos mercados devido aos fatores geopolíticos e econômicos globais, enquanto investidores aguardam dados econômicos importantes da semana.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com