Economia

O dólar abriu o pregão desta sexta-feira (19) em alta

O dólar abriu o pregão desta sexta-feira (19) em alta
  • Publishedjunho 19, 2026

O dólar abriu o pregão desta sexta-feira (19) em alta, em um dia com agenda econômica fraca no Brasil e no exterior e incertezas sobre a continuidade do acordo entre Estados Unidos e Irã para o fim do conflito no Oriente Médio. As negociações entre os dois países, previstas para ocorrerem na Suíça, foram canceladas, o que aumentou a cautela dos investidores.

Os preços do petróleo reagiram inicialmente com alta após o cancelamento das negociações, com o Brent chegando a US$ 80,09 por barril e o WTI a US$ 76,19, mas recuaram pouco depois para US$ 79,69 e US$ 75,85, respectivamente. Apesar da oscilação positiva intra-dia, o petróleo caminha para fechar a semana em baixa.

O memorando de entendimento assinado na quarta-feira (17) prevê um prazo de 60 dias para que EUA e Irã negociem um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano, a situação no Líbano e as regras para o uso do Estreito de Ormuz. Porém, com o cancelamento do encontro na Suíça, essas discussões seguem pendentes.

Nos Estados Unidos, o feriado de Juneteenth manteve os mercados financeiros fechados, reduzindo ainda mais a agenda econômica do dia. Já no Brasil, o Ibovespa iniciou as negociações às 10h com queda acumulada de 1,67% na semana.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,5% para 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e estava em linha com as expectativas do mercado. O Banco Central classificou o ambiente externo como incerto, em meio às incertezas no Oriente Médio e aos efeitos do conflito sobre os preços de ativos e commodities.

O BC também alertou que indicadores recentes apontam para uma aceleração da atividade econômica e um mercado de trabalho aquecido, refletindo-se na alta da inflação que ultrapassa o teto da meta. Analistas da XP Investimentos consideram difícil haver novos cortes nos juros ainda em 2024, mas não descartam ajustes futuros dependendo da evolução do cenário inflacionário.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve as taxas de juros entre 3,5% e 3,75% na primeira reunião sob a liderança de Kevin Warsh. A decisão indica foco na estabilidade dos preços e não deixa descartada a possibilidade de novas altas, mantendo um clima de cautela entre investidores.

O diferencial de juros entre EUA e Brasil mantém o dólar valorizado, pressionando o real e a bolsa brasileira. Com o dólar em alta, produtos importados ficam mais caros, o que pode aumentar a inflação doméstica e exigir juros elevados para conter os preços, limitando o crescimento econômico.

Nos mercados globais, Wall Street registrou alta, com o S&P 500 avançando 1,06% e o Nasdaq Composite subindo 1,87%, enquanto o Dow Jones cresceu 0,14%. Na Europa, o índice STOXX 600 teve queda de 0,3%, com destaque para altas modestas no alemão DAX e francês CAC 40 e queda no britânico FTSE 100. Na Ásia, os resultados foram mistos, com o Nikkei do Japão e o Kospi da Coreia do Sul em alta, e o Hong Kong Hang Seng em queda.

Ainda que o acordo inicial para o fim do conflito no Oriente Médio tenha sido firmado, o cancelamento das negociações e a indefinição sobre o programa nuclear iraniano mantêm o clima de cautela nos mercados, impactando especialmente o câmbio e os preços das commodities.

O dólar segue entre os maiores valores históricos, atingindo R$ 5,86, pressionado por fatores externos e internos. A combinação de incertezas geopolíticas, decisões de política monetária e indicadores econômicos continuará influenciando a volatilidade do mercado financeiro nas próximas semanas.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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