Economia

O Ministério da Fazenda estimou nesta quarta-feira (17)

O Ministério da Fazenda estimou nesta quarta-feira (17)
  • Publishedjunho 17, 2026

O Ministério da Fazenda estimou nesta quarta-feira (17) que a renegociação das dívidas rurais, aprovada pelo Senado, terá impacto de R$ 22,4 bilhões nas contas públicas em 2027, dificultando o cumprimento da meta fiscal do governo para o próximo ano. O projeto prevê uma nova linha de crédito de R$ 200 bilhões destinada a produtores afetados por eventos climáticos extremos e crises econômicas internacionais.

O texto sofreu alterações no Senado e deve passar por nova votação na Câmara antes de ser enviado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo nota do Ministério da Fazenda, a União pode ter um custo total de até R$ 139,8 bilhões em 13 anos, considerando equalização de juros e encargos.

O impacto de R$ 22,4 bilhões no superávit primário de 2027 torna mais difícil para o governo alcançar um resultado fiscal positivo no ano seguinte. A meta estabelecida no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso em abril prevê um superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 73,2 bilhões, com margem de variação entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões.

O governo também desconta R$ 65,7 bilhões relacionados a gastos com precatórios e investimentos em defesa, saúde e educação, o que permite a possibilidade de um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem ferir a meta fiscal formalmente. No entanto, a equipe econômica projeta um resultado positivo de apenas R$ 8 bilhões em 2027, pois considera que o abatimento dos precatórios não será integral.

A Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária (FPA) apresenta estimativas diferentes, apontando impacto de R$ 65 bilhões em 13 anos, com custos de R$ 5 bilhões no primeiro ano e redução gradual para cerca de R$ 500 milhões no último ano. A carteira a ser renegociada soma cerca de R$ 100 bilhões, metade da previsão do governo.

O tema provocou debates entre governo e Congresso, devido ao seu impacto bilionário nas contas públicas. A área econômica classifica o projeto como uma “pauta-bomba”, destacando o risco de pressão sobre os limites de gastos dos ministérios e possíveis bloqueios de recursos ao longo de 2027.

Durante audiência pública na Câmara, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo buscará uma solução conjunta com o Congresso para apoiar o agronegócio brasileiro. Ele ressaltou a preocupação em “errar a dose da ajuda” para evitar auxílio a quem não necessita e se disse aberto a negociações dentro do enquadramento proposto.

Durigan também ressaltou que mais de 90% do setor agropecuário está com a situação financeira regular e defendeu que o combate à inadimplência deve ocorrer por meio de recursos financeiros, sem aumentar a pressão sobre os gastos públicos.

O projeto de renegociação das dívidas agrícolas segue em tramitação e a expectativa é que seu desfecho afete diretamente o cenário fiscal do país e as estratégias do governo para o cumprimento das metas orçamentárias em 2027.

Palavras-chave relacionadas: renegociação de dívidas rurais, impacto fiscal 2027, dívida agrícola, Ministério da Fazenda, superávit primário, PLDO 2027, agronegócio brasileiro, orçamento público, dívida rural, gasto público, governo federal, precatórios, limite de gasto, Congresso Nacional.

Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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