A Agência Europeia de Cibersegurança (Enisa) vai se

A Agência Europeia de Cibersegurança (Enisa) vai se reunir nesta quinta-feira (18), em São Francisco, com a empresa americana de inteligência artificial Anthropic para tratar do acesso a modelos avançados de IA da companhia. O encontro ocorre após restrições impostas pelos Estados Unidos ao uso de algumas versões do assistente Claude, desenvolvido pela Anthropic, por razões de segurança nacional.
A reunião foi convocada pela Anthropic, responsável pelo Claude, e agendada antes da limitação de acesso anunciada na semana passada. O governo americano orientou o bloqueio temporário dos modelos Claude Fable 5 e Claude Mythos 5 para todos os usuários estrangeiros, dentro ou fora dos EUA, incluindo funcionários internacionais da própria empresa.
O confronto entre a Anthropic e o governo dos EUA tem origem em negociações fracassadas ocorridas no início de 2023 sobre o uso das tecnologias da empresa em setores militares e de inteligência do país. O bloqueio dos modelos de IA representa uma escalada nas tensões entre as partes.
Durante encontro do G7, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que o potencial das novas tecnologias deve estar disponível para todos os países, ressaltando que a Europa precisa se atualizar para acompanhar esse avanço. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou o interesse mútuo entre a União Europeia e os Estados Unidos para que a UE tenha acesso aos melhores modelos de inteligência artificial.
Segundo Von der Leyen, as tecnologias confiáveis entre as duas potências e os sistemas financeiros interligados reforçam a necessidade de que cidadãos e empresas europeias possam usar a IA com segurança e qualidade.
Na mesma linha, a Anthropic informou que o bloqueio dos modelos é temporário e necessário para garantir a conformidade com as diretrizes impostas pelo governo americano. A medida provocou preocupação sobre o impacto na adoção e no desenvolvimento dessas tecnologias na Europa.
Enquanto isso, no Reino Unido, a adoção da inteligência artificial avançou para além da fase de experimentação, atingindo um “ponto de inflexão”, conforme declarado por Maureen Costello, vice-presidente do Google Cloud para Reino Unido e outros mercados. Empresas e órgãos governamentais britânicos já operam a IA em processos complexos para aumentar a produtividade.
Costello destacou que o país está na dianteira em áreas relacionadas à inteligência artificial, com centros de pesquisa e empresas importantes, como o Google DeepMind, sediado em Londres. O primeiro-ministro Keir Starmer tem manifestado o objetivo de tornar a Grã-Bretanha uma “superpotência” na área de IA.
Apesar dos avanços, o ritmo de adoção da IA depende de investimento em capacitação, liderança ativa e da construção de confiança em aspectos ligados à segurança e soberania dos dados. Costello reforçou que a tecnologia é apenas parte do processo, sendo essencial que gestores compreendam e apliquem a IA nas suas organizações.
A reunião entre a Enisa e a Anthropic refletirá a preocupação da União Europeia em garantir acesso seguro e eficiente às tecnologias de inteligência artificial, em um momento em que países de diferentes continentes buscam fortalecer sua posição nesse campo estratégico.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com