A gabiroba gigante é uma fruta endêmica da Mata Atlântica
A gabiroba gigante é uma fruta endêmica da Mata Atlântica que ocorre em áreas restritas da Região Serrana do Espírito Santo e destaca-se por seu alto teor de vitamina C e benefícios à saúde intestinal. A colheita acontece entre julho e agosto, e a fruta é conhecida por sua polpa amarelada e sabor cítrico.
A árvore da gabiroba gigante depende de temperaturas amenas, umidade e polinização de abelhas, especialmente as sem ferrão, como a uruçu-capixaba, para produzir frutos. Cada unidade pode pesar até 400 gramas, tornando-se a maior espécie do gênero Campomanesia, com diâmetro de até 12 centímetros.
Pesquisas indicam que a gabiroba gigante integra cerca de 35 espécies de gabiroba no Brasil, distribuídas entre o cerrado e a Mata Atlântica. A rápida frutificação é observada com apenas três anos de idade da árvore, cuja casca apresenta descamação.
Nutricionistas apontam que a fruta contém compostos bioativos antioxidantes, fibras, potássio, cálcio e magnésio, elementos que colaboram com o fortalecimento do sistema imunológico, o controle do estresse oxidativo, a saúde óssea, muscular e cardiovascular. A vitamina C presente na gabiroba contribui para a prevenção do envelhecimento celular e a regulação da função intestinal.
Além dos benefícios nutricionais, a gabiroba gigante é versátil na culinária regional. Pode ser utilizada em geleias, sorvetes, brigadeiros, bombons, mousse, cachaça e até ceviche. O chef Ricardo Silva, de Vargem Alta (ES), destaca a acidez acentuada da fruta, cerca de quatro vezes maior que a do limão, que proporciona sabor marcante às preparações.
No campo, o empresário Adenilson Panzini cultiva gabiroba gigante em sua propriedade em Vargem Alta há aproximadamente 30 anos. Durante a colheita, que ocorre entre junho e agosto, ele recolhe e congela os frutos, que chegam a exceder 100 kg por safra. Parte da produção é doada para escolas e chefs locais. Devido à sua raridade, o quilo da fruta pode alcançar preço de até R$ 100.
A fruta enfrenta limitações ambientais e de coleta, o que contribui para sua variedade restrita. A conservação da Mata Atlântica e o estímulo à polinização natural são fundamentais para a manutenção da espécie.
A gabiroba gigante representa uma oportunidade para a valorização da biodiversidade local, combinando aspectos nutricionais e culturais. Produtores e pesquisadores buscam ampliar o conhecimento sobre a planta e suas aplicações.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com