A alfândega chinesa suspendeu nesta quinta-feira (14) as

A alfândega chinesa suspendeu nesta quinta-feira (14) as licenças de exportação para centenas de fábricas de carne bovina dos Estados Unidos, horas após a divulgação de sua renovação durante a cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Pequim. A medida interrompe um processo que seria uma vitória para os produtores americanos dentro das negociações comerciais bilaterais entre os dois países.
Mais de 400 unidades americanas perderam a elegibilidade para exportação em 2025, após a expiração das permissões concedidas entre março de 2020 e abril de 2021, que não tiveram a renovação habitual. Essa quantidade representa cerca de 65% das instalações previamente autorizadas a exportar carne bovina para a China.
O status das licenças estava listado como “efetivo” no início do dia, mas foi revertido para “expirado” no site oficial da alfândega chinesa posteriormente. A Administração Geral de Alfândega da China não respondeu imediatamente aos questionamentos enviados pela Reuters sobre os motivos da mudança.
Diretores de empresas do setor em território chinês declinaram comentar o assunto, alegando a sensibilidade da questão. Analistas, como Xu Hongzhi, da PEQUIM Orient Agribusiness Consultants, ressaltaram que essa oscilação pode ser uma estratégia da China para pressionar nas negociações comerciais, ao enviar sinais importantes sem afetar o risco real às exportações.
Na mesma quinta-feira, durante encontro bilateral, Xi Jinping reforçou a intenção de ampliar a cooperação comercial e agrícola com os Estados Unidos, de acordo com informações veiculadas pela emissora estatal CCTV. O presidente-executivo da Cargill, Brian Sikes, acompanhou Trump na visita, e plantas da própria Cargill e da Tyson Foods figurarão entre as autorizadas durante o breve período em que as licenças foram renovadas.
As exportações de carne bovina dos EUA para a China sofreram queda significativa nos últimos anos, resultado da guerra comercial entre Pequim e Washington. O volume despencou para cerca de US$ 500 milhões em 2025, um terço do recorde de US$ 1,7 bilhão alcançado em 2022.
O episódio revela a complexidade e sensibilidade das negociações comerciais entre os dois maiores mercados globais, especialmente em produtos agrícolas que têm alto impacto econômico e político. A suspensão repentina das licenças indica a persistência de desafios e incertezas para a retomada plena das exportações americanas à China.
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Fonte: g1.globo.com
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