Maria Bethânia lançou em 1976 o álbum “Pássaro proibido”, qu

Maria Bethânia lançou em 1976 o álbum “Pássaro proibido”, que completou 50 anos neste ano. O disco, com produção de Caetano Veloso e Perinho Albuquerque, impulsionou a carreira da cantora nas rádios AM e ampliou seu público nacional, especialmente pelo sucesso da canção “Olhos nos olhos”, de Chico Buarque.
O álbum foi o primeiro de estúdio de Bethânia em quatro anos, após “Drama – Anjo exterminado” (1972), e marcou uma mudança significativa em sua trajetória artística. Até então, ela era conhecida principalmente por seus shows em teatros da Zona Sul do Rio de Janeiro, com público restrito a uma elite cultural. “Pássaro proibido” expandiu sua presença para o público popular, especialmente com o alcance das rádios AM.
A produção musical contou com Caetano Veloso e o guitarrista e arranjador Perinho Albuquerque, que desempenhou papel importante na construção dos arranjos orquestrais, com cordas e metais. O álbum reuniu músicos como Moacyr Albuquerque no baixo, Perna Fróes ao piano e Gilberto Gil no violão. As faixas abrangem desde o samba-exaltação até o bolero em espanhol, demonstrando a amplitude do repertório de Bethânia.
“Olhos nos olhos”, canção de Chico Buarque, foi o maior sucesso do disco e reflete um tema progressista para a época, abordando o reerguimento de uma mulher após uma separação. A popularidade da música garantiu a Bethânia seu primeiro Disco de Ouro, ao vender mais de 100 mil cópias.
O álbum inclui regravações de músicas associadas a Dalva de Oliveira, como “A Bahia te espera” e “Mãe Maria”, ambas adaptadas com arranjos orquestrais que valorizam a musicalidade original. A abertura é dada pela faixa “As ayabás”, de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que homenageia orixás femininas e apresenta uma rica percussão com atabaques.
Além de faixas conhecidas, o disco traz canções inéditas, como “Amor, amor”, de Sueli Costa e Cacaso, que permanece entre as composições mais significativas da parceria da cantora com a compositora. A voz de Bethânia, enfatizada em interpretações dramáticas, mantém-se como destaque em todo o álbum.
A faixa-título “Pássaro proibido”, embora associada a Bethânia como coautora da letra, foi escrita por Caetano Veloso com base em um sonho relatado pela cantora. A música, gravada apenas com a voz de Caetano, simboliza a liberdade da intérprete em navegar sua carreira sem se prender a rótulos ou restrições.
Com meio século de lançamento, “Pássaro proibido” permanece como um registro central na carreira de Maria Bethânia. Ele representa o momento em que a artista ultrapassou nichos restritos e se consolidou como uma das vozes importantes da Música Popular Brasileira, mantendo uma trajetória marcada pela coerência artística e presença constante na cultura nacional.
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Fonte: g1.globo.com
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