O governo brasileiro afirmou nesta quarta-feira (13) ter

O governo brasileiro afirmou nesta quarta-feira (13) ter recebido com “surpresa” a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para a União Europeia, válida a partir de 3 de setembro. A decisão foi divulgada pela União Europeia em documento publicado na terça-feira (12), que estabelece os países que cumprem as normas sanitárias do bloco.
A lista determina quais países atendem aos requisitos fitossanitários para continuar a exportar carne bovina, suína, avícola e outros produtos de origem animal para os mercados europeus. A medida afeta diretamente exportadores brasileiros, já que o Brasil é um dos maiores fornecedores globais deste tipo de proteína.
Embora o documento tenha sido divulgado ontem, ele só terá efeito legal após sua publicação no diário oficial da União Europeia, o que deve ocorrer nos próximos dias. O governo brasileiro ainda não detalhou quais medidas pretende tomar para reverter a exclusão ou para negociar com as autoridades europeias.
Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) acompanham de perto a situação, destacando a importância do mercado europeu para o setor de carnes brasileiro. O Brasil exporta anualmente bilhões de dólares em produtos de origem animal para a UE, que é um dos principais destinos internacionais.
Especialistas indicam que a exclusão pode estar relacionada a questões apontadas pela União Europeia sobre o cumprimento das normas sanitárias, fiscalização e controle de qualidade dos produtos exportados. O governo brasileiro tem buscado manter diálogo e negociar ajustes técnicos para garantir o acesso ao mercado europeu.
Desde a divulgação da nova lista, representantes do setor privado e das entidades ligadas à agropecuária vêm manifestando preocupação com o impacto comercial e econômico da medida, que poderá provocar perdas significativas nas exportações.
A exclusão da lista da União Europeia pode elevar a concorrência em outros mercados internacionais para a carne brasileira, ao mesmo tempo em que pressiona o país a adequar processos sanitários e regulatórios exigidos pelo bloco europeu.
Com o cronograma previsto para 3 de setembro, enquanto a decisão não for revista, as exportações brasileiras para o mercado europeu poderão ser suspensas ou submetidas a restrições, o que já gera incertezas nos negócios.
O governo brasileiro mantém canais abertos para diálogo com a União Europeia, buscando uma solução que restabeleça o acesso às exportações de carnes e produtos de origem animal ao mercado europeu. Ainda não há previsão para reverter o veto.
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Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com