Elon Musk confirmou nesta quinta-feira (30) em um

Elon Musk confirmou nesta quinta-feira (30) em um tribunal federal na Califórnia que sua empresa, xAI, utilizou tecnologias do ChatGPT no treinamento de seu sistema de inteligência artificial, o Grok. A declaração ocorreu durante o julgamento contra a OpenAI, iniciado em 2024, que discute a conversão da organização de um modelo sem fins lucrativos para uma estrutura comercial.
Musk foi interrogado por advogados da OpenAI e da Microsoft no tribunal de Oakland, onde a disputa busca esclarecer se a OpenAI teria violado sua missão original ao se tornar uma empresa com fins lucrativos. Questionado sobre o uso da técnica de destilação de modelos, que consiste em treinar um sistema menor por meio de um maior, Musk inicialmente evitou responder diretamente, mas acabou admitindo que a xAI “em parte” usou modelos da OpenAI nesse processo.
O bilionário afirmou que é comum no setor de inteligência artificial usar modelos desenvolvidos por outras empresas para validar e melhorar seus próprios sistemas. A admissão reforça a ligação técnica entre as duas empresas, apesar do processo judicial em andamento.
A disputa tem origem em uma acusação formal de Musk, um dos cofundadores originais da OpenAI, que alega que a organização, liderada por Sam Altman e Greg Brockman, abandonou o foco no benefício da humanidade para se tornar uma “máquina de riqueza”. Musk solicita US$ 150 bilhões em danos, valor que, segundo fontes próximas ao caso, seria destinado ao braço filantrópico da OpenAI.
Além da compensação financeira, Musk exige que a OpenAI retome sua condição estritamente sem fins lucrativos e que Altman e Brockman sejam afastados da liderança executiva da empresa. Ele argumenta ainda que foi mantido sem informações sobre a mudança de estrutura comercial implementada em 2019 e que seu nome e investimento foram usados indevidamente para atrair parceiros.
A defesa da OpenAI nega as acusações e atribui a ação judicial de Musk a motivações pessoais ligadas ao controle da empresa e ao interesse em promover sua própria startup de IA, a xAI, fundada em 2023. Os advogados da OpenAI afirmam que Musk participou das discussões sobre a mudança na estrutura organizacional e que ele mesmo exigiu ser nomeado CEO na época. A Microsoft, também ré no processo, declara que sua parceria com a OpenAI só foi estabelecida após a saída de Musk do conselho da companhia, negando qualquer conluio.
Em comunicado divulgado na segunda-feira (27), a OpenAI qualificou as alegações de Musk como fruto de “ciúmes, arrependimento e desejo de prejudicar uma concorrente”. A empresa destacou os esforços em áreas científicas e de saúde em benefício da sociedade, destacando que Musk já promoveu processos infundados e ataques públicos contra a organização.
Documentos apresentados no julgamento traçam a trajetória da OpenAI, que teve início em 2015 como um laboratório de pesquisa nos fundos do apartamento de Greg Brockman. Sam Altman chamou o projeto de “Projeto Manhattan da IA”, atraindo investimentos e cientistas renomados, com o apoio inicial de Musk.
Entretanto, as tensões começaram em 2017, quando Musk questionou a direção do projeto e tentou assumir o comando como CEO. Anotações internas registraram o desejo da equipe de “se livrar” de Musk. Ele deixou o conselho em 2018, prevendo que a OpenAI não conseguiria competir com o Google. Após a reestruturação de 2019, a empresa lançou o ChatGPT em 2022, consolidando seu sucesso global.
O julgamento ocorre em um momento em que a OpenAI avalia uma oferta pública inicial que pode valorizar a empresa em até US$ 1 trilhão. O desfecho do processo pode influenciar os rumos da indústria de inteligência artificial e as definições de governança corporativa nesse setor.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com