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Abi, moradora de Manchester, Inglaterra, tem usado o

Abi, moradora de Manchester, Inglaterra, tem usado o
  • Publishedabril 25, 2026

Abi, moradora de Manchester, Inglaterra, tem usado o ChatGPT desde o ano passado para obter conselhos de saúde, buscando orientação pessoal e rápida devido à dificuldade de acessar um clínico geral. Ela relata experiências positivas e negativas com o chatbot de inteligência artificial (IA), que oferece respostas imediatas, mas nem sempre precisas.

Abi recorreu ao ChatGPT para avaliar sintomas de uma possível infecção urinária; a IA recomendou consultar um farmacêutico, o que resultou na prescrição correta de um antibiótico. A facilidade de acesso ao aconselhamento evitou a sensação de ocupar o tempo do serviço público de saúde britânico, o NHS. Porém, em outra ocasião, após uma queda que causou dor intensa nas costas, a IA indicou que ela poderia ter perfurado um órgão, orientando-a a procurar atendimento emergencial. Após longas horas de espera, a dor diminuiu e não havia sinais de gravidade, mostrando que a avaliação do chatbot foi equivocada.

O uso crescente de chatbots para saúde tem chamado atenção de profissionais e pesquisadores. O diretor médico da Inglaterra, Chris Whitty, alertou que embora as pessoas estejam utilizando esses recursos, as respostas nem sempre são adequadas e podem ser imprecisas, gerando riscos.

Pesquisas da Universidade de Oxford testaram chatbots em cenários clínicos simulados. Quando receberam todas as informações completas, esses sistemas atingiram até 95% de precisão. Porém, em interações reais com usuários que apresentaram os sintomas de forma gradual e fragmentada, a acurácia caiu para 35%, indicando que dois terços das respostas podem estar erradas.

Um estudo nos Estados Unidos avaliou chatbots como Gemini, DeepSeek, Meta AI, ChatGPT e Grok em perguntas sobre temas sensíveis, como câncer e vacinas. Mais da metade das respostas apresentaram problemas, incluindo promoção errada de terapias alternativas para câncer, o que pode induzir à desinformação. O pesquisador Nicholas Tiller destacou que a linguagem confiante usada pelas IAs pode levar os usuários a considerarem as respostas verdadeiras sem contestação.

Especialistas apontam que a tecnologia evolui rapidamente, o que pode tornar obsoletas algumas descobertas. De toda forma, alertam que os chatbots são ferramentas de geração de texto baseadas em padrões linguísticos, não especialistas médicos, e recomendam que suas respostas sejam sempre verificadas por profissionais de saúde.

A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, reconhece o uso da ferramenta para consultas de saúde e afirma que trabalha para melhorar a confiabilidade das respostas, mas reforça que o chatbot deve servir para informação e educação, não substituindo a assistência médica profissional.

Enquanto isso, Abi continua usando chatbots para orientações, mas lembra que é fundamental interpretar as informações com cautela e não confiar cegamente nas respostas oferecidas.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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