Economia

O maior fabricante de preservativos do mundo, Karex

O maior fabricante de preservativos do mundo, Karex
  • Publishedabril 22, 2026

O maior fabricante de preservativos do mundo, Karex, anunciou que pode aumentar os preços em até 30% devido ao impacto da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que compromete o fornecimento das matérias-primas usadas na produção. A declaração foi feita pelo CEO da empresa, Goh Miah Kiat, em entrevistas divulgadas em abril de 2024.

A Karex, sediada na Malásia e responsável pela fabricação de mais de 5 bilhões de preservativos anualmente, fornece marcas como Durex e Trojan, além de sistemas públicos de saúde como o NHS do Reino Unido. No Brasil, a marca Prudence produz preservativos com a matéria-prima da empresa.

Segundo Goh, os custos de produção subiram significativamente desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, principalmente devido à escassez e ao aumento dos preços das matérias-primas derivadas do petróleo. A companhia utiliza amônia para conservar o látex e lubrificantes à base de silicone, todos impactados pelo bloqueio no estreito de Ormuz, principal rota marítima para petróleo e gás natural.

O estreito de Ormuz, que responde por cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) mundial, sofreu restrições no tráfego após o Irã ameaçar embarcações como resposta aos ataques aéreos de EUA e Israel. Essa situação tem provocado atrasos e aumento nos custos de transporte global.

A demanda global por preservativos cresceu cerca de 30% este ano, afirmou o CEO, enquanto o aumento das tarifas de frete e os atrasos no transporte agravam a situação. “Em tempos difíceis, a necessidade de usar preservativos é ainda maior, porque há incerteza sobre o futuro, como saber se você ainda terá um emprego no próximo ano”, disse Goh à Bloomberg.

A crise no abastecimento de matérias-primas reflete um impacto mais amplo da guerra, que já eleva preços em vários setores. Passagens aéreas, fertilizantes, medicamentos, e até o insumo hélio têm registrado alta significativa, devido a interrupções no golfo Pérsico.

A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para o risco de aumento nos preços do açúcar, laticínios e frutas, além da pressão em medicamentos e fertilizantes, boa parte da produção mundial passando pela região afetada. Cerca de um terço das matérias-primas essenciais para fármacos, incluindo analgésicos, antibióticos e vacinas, utiliza essa rota.

A indústria de água engarrafada também enfrenta dificuldades vinculadas à escassez de materiais. Enquanto isso, as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã permanecem incertas. O presidente americano, Donald Trump, anunciou a extensão do cessar-fogo sem definir prazo, após informar que um acordo temporário já estava em vigor desde o início de abril.

Essa indefinição mantém as cadeias de suprimentos globais em estado de vulnerabilidade, com impactos diretos no custo e disponibilidade de diversos produtos, incluindo os preservativos comercializados mundialmente. A situação pode evoluir nos próximos meses, dependendo dos avanços ou retrocessos nas negociações diplomáticas.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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