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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a
  • Publishedabril 15, 2026

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Narco Fluxo, que teve como alvo a Bololô Records, produtora musical e selo fonográfico fundado pelo cantor MC Ryan SP, suspeita de lavagem de dinheiro e associação criminosa. A investigação apura que a produtora, junto a outras empresas ligadas ao músico, teria sido utilizada para mesclar receitas legítimas do setor musical com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

Além da Bololô Records, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e ativos da MC Ryan SP Produção Artística LTDA, Ryan SP Holding Patrimonial LTDA e Bololô Restaurant & Bar LTDA. A decisão inclui o sequestro de valores em contas bancárias e a apreensão de criptoativos vinculados às empresas.

A Bololô Records agencia artistas como MC Meno K, MC Jacaré e o produtor Japa NK, sendo MC Meno K o principal nome do selo, com o sucesso “Posso Até Não Te Dar Flores”. MC Ryan SP e outro artista, Poze do Rodo, foram presos durante a operação.

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão. Foram expedidos 39 mandados de prisão temporária com prazo de 30 dias pela 5ª Vara Federal de Santos. Entre os alvos estão empresários do funk paulistano, como Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, sócio da GR6 Eventos, e Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, proprietário da Love Funk.

A GR6 Eventos gerencia carreiras de cerca de 300 artistas, incluindo MC Livinho, MC Hariel, MC Don Juan e MC IG. A Love Funk, empresa de Henrique Viana, administra carreiras de MC Paiva, Paulinho da Capital e foi base para lançamentos como o de MC Daniel. Até o momento, as duas produtoras não se posicionaram oficialmente sobre as acusações.

Segundo a Polícia Federal, os empresários do setor musical teriam papel central no fluxo financeiro da organização criminosa. Rodrigo Inácio de Lima Oliveira é citado por realizar transferências diretas a MC Ryan SP e já havia sido investigado em operações anteriores por suposto financiamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Henrique Alexandre Barros Viana é investigado pela suspeita de lavagem de dinheiro para facções criminosas e por operações financeiras sem lastro.

A investigação indica que os suspeitos utilizavam diversas estratégias para ocultar e dissimular valores, como transações financeiras de alto valor, uso de criptoativos no Brasil e no exterior, além do transporte de dinheiro em espécie.

Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, tem 25 anos e é uma das figuras relevantes do funk nacional. A defesa dele afirmou que ainda não teve acesso aos documentos oficiais do processo, que tramita sob sigilo, e ressaltou a suposta lisura do artista e a comprovação da origem legal de seus recursos financeiros.

No caso de MC Poze do Rodo, a defesa declarou desconhecer os detalhes do mandado de prisão e afirmou que prestará os esclarecimentos necessários à Justiça assim que tiver acesso aos autos.

Rodrigo Oliveira, da GR6 Eventos, já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal em março deste ano, quando foram apreendidos veículos de luxo e aeronaves. Na ocasião, a defesa alegou preconceito contra o funk como motivo das investigações.

A Operação Narco Fluxo continua em andamento e os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal reforça o monitoramento dos fluxos financeiros vinculados ao setor fonográfico para coibir práticas ilegais.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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