Analistas do mercado financeiro elevaram pela quinta semana

Analistas do mercado financeiro elevaram pela quinta semana consecutiva suas projeções para a inflação em 2026 e passaram a prever que a meta de inflação de 2024 será ultrapassada. A revisão foi divulgada nesta segunda-feira (13) no Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com mais de 100 instituições financeiras.
A alta nas expectativas está associada ao aumento do preço do petróleo, que nesta segunda opera acima de US$ 100 por barril, pressionado pela guerra no Oriente Médio. Esse cenário impacta diretamente os preços dos combustíveis no Brasil, elevando o índice de inflação.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em março uma inflação mensal de 0,88%, sinalizando o efeito da crise internacional nos preços nacionais, resultado acima do esperado pelo mercado.
O mercado financeiro agora projeta uma inflação de 4,71% para 2024, acima da estimativa anterior de 4,36%. O alvo oficial do Banco Central para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. A nova previsão indica ultrapassagem do teto definido pelo sistema de metas pela primeira vez desde maio do ano passado.
Para 2026, a projeção da inflação também aumentou, de 3,85% para 3,91%. Para 2027, 2028 e 2029, as estimativas foram mantidas em 3,91%, 3,60% e 3,50%, respectivamente.
Apesar das revisões para a inflação, o mercado mantém a expectativa de queda na taxa básica de juros (Selic). Após o primeiro corte em quase dois anos, autorizado pelo Banco Central na semana passada, a taxa atualmente está em 14,75% ao ano.
Para o final de 2026, a Selic deve atingir 12,50% ao ano, mesma projeção da semana anterior, indicando cortes futuros durante o ano. As expectativas para 2027 e 2028 permanecem em 10,50% e 10%, respectivamente.
Em relação à atividade econômica, o mercado manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,85% para 2026. No ano passado, o PIB cresceu 2,3%, segundo dados oficiais do IBGE. Para 2027, a estimativa de crescimento foi mantida em 1,8%.
Já a taxa de câmbio teve leve redução nas projeções, passando de R$ 5,40 para R$ 5,37 por dólar até o fim deste ano. A expectativa para 2027 também caiu, de R$ 5,45 para R$ 5,40.
A alta da inflação influencia diretamente o poder de compra da população, afetando especialmente os trabalhadores com salários mais baixos, que veem seus ganhos real perderem valor diante do aumento dos preços. A combinação de maior inflação e juros em trajetória de queda reflete o cenário econômico que motiva as projeções atuais.
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Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com